A República Democrática do Congo já fez história com a classificação para a fase mata-mata da Copa do Mundo 2026 em sua segunda participação em Copas. A equipe agora vai vencendo a Inglaterra por 1 a 0 em busca de uma vaga nas oitavas.
A primeira e última vez que o país esteve na Copa foi em 1974, ou seja, 52 anos atrás. E, na época, tinha outro nome: Zaire.
O nome diferente é porque, na época, foi decidido pelo governo de Mobutu Sese Seko, considerado extremamente autoritário e que controlou o país durante cerca de 30 anos, até 1997. Após sua morte, houve a mudança de regime para maiores valores democráticos.
Dessa forma, o local passou a se chamar de República Democrática do Congo, conforme ficou decido após sua independência da Bélgica, em 1960.
Na sua primeira participação em Copas, o Zaire teve três derrotas nas partidas que fez. Uma, inclusive, para o Brasil, por 3 a 0.
Dessa vez, a República Democrática do Congo chega a Copa do Mundo sob um novo desafio: a crise do ebola. O país é epicentro de um surto da doença, que dificultou os treinamentos da equipe para o torneio e fez até mesmo um amistoso marcado contra o Chile ser cancelado.
A República Democrática do Congo enfrenta simultaneamente, além disso, uma grave crise humanitária e conflitos armados em regiões do leste do território.
Segundo organizações internacionais, milhões de pessoas enfrentam insegurança alimentar severa, enquanto os confrontos dificultam ações humanitárias e de saúde pública.
Embora a maioria dos jogadores atue fora do país e não seja diretamente afetada pela situação, o contexto influencia a mobilização de torcedores e a logística da delegação. Relatos recentes apontam que cidadãos congoleses têm enfrentado restrições mais rígidas para entrar nos Estados Unidos, sede da Copa do Mundo de 2026.










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