
Com o microfone na mão, muito carisma e um vasto conhecimento sobre futebol, Bruno Laurence conquista o público por onde passa e mantém os telespectadores do Campeonato Brasileiro, na tela da RECORD, sempre bem informados. Longe das quatro linhas, o jornalista aceitou o desafio do Acerte ou Caia! deste domingo (28) e, em entrevista ao site oficial, compartilhou os bastidores da gravação.
“Foi incrível, mas extremamente desafiador mesmo, porque me colocaram em uma posição que eu não tenho o hábito de estar, e absolutamente pressionado desde antes do programa, porque as pessoas olhavam e falavam: ‘jornalista tem que saber tudo.’ Não, não tem que saber tudo. Enfim, tem uma pressão enorme gerada nisso. Mas é um desafio extremamente prazeroso, porque o formato do programa é incrível. Ele é divertido, desafiador e é conduzido com maestria pelo Tom, que é genial, então é uma experiência muito legal”.
E, falando em Tom Cavalcante, Bruno não poupou elogios ao apresentador e se mostrou muito grato pela oportunidade de participar do programa.
“Foi um presente, uma honra gigantesca. Ele é um dos maiores do Brasil em tudo o que se propõe a fazer. É um cara inteligente, rápido, então trocar com ele é uma experiência muito legal também, porque é um cara muito inteligente e absurdamente generoso em dar oportunidade para as pessoas falarem e contarem suas histórias, mesmo que de maneira reduzida ou breve. Foi um presente do programa. O Tom é um cara fora da curva”.
“Foi um presente participar do programa [Acerte ou Caia!], o Tom é um cara fora da curva”
Chegando com uma alta expectativa para o programa, Bruno revelou que quase não conseguiu se preparar e contou que assistiu a alguns episódios apenas para desencargo de consciência antes de subir ao palco.
“Foi engraçado isso. Eu falei na semana: ‘vou decorar tudo, vou assistir tudo’. Eu tenho uma desvantagem: muitas vezes eu ouço o programa, mas eu não vejo, porque eu já estou no estádio, já que o futebol entra depois do Acerte ou Caia!. Às vezes eu conseguia ouvir alguma coisa do programa pelo meu retorno, mas não consigo assistir de fato. Aí me deu uma paranoia: ‘Cara, eu não vi nada, meu irmão, eu vou tomar um pau’. Aí comecei a assistir no telefone. Vi dois episódios aumentando a velocidade para dar tempo. Eu falei: ‘Cara, eu preciso, de alguma maneira, sentir que me preparei’. Mas ajudou pra caramba.”
Com a Copa do Mundo pegando fogo nos Estados Unidos, México e Canadá, e a seleção brasileira dando o que falar, Bruno revelou qual craque da Amarelinha, na sua opinião, teria grandes chances de voltar para casa com o prêmio do Acerte ou Caia!.
“Acho que o Danilo, lateral do Flamengo. Ele é um cara inteligente, extremamente culto. É um cara de pensamentos muito legais. Já tive a oportunidade de conversar com ele fora do futebol, já vi entrevistas brilhantes dele. Acho que o Danilo iria cravar esse negócio aí. Jogaria bem, sem a menor dúvida”.
Retorno do Brasileirão na tela da RECORD

O fim da Copa do Mundo traz de volta o Campeonato Brasileiro à tela da RECORD. Bruno acredita que a expectativa para o segundo turno é muito alta e afirma que a pausa pode transformar completamente o cenário da competição.
“Vai ser quase um outro campeonato. Os times têm oportunidade de reforçar e de perder peças. Alguns vão perder, outros vão perder e adquirir, outros vão só contratar, mas é praticamente um outro campeonato. Eles vão ter um período legal de treinamento. Quem tinha jogador machucado teve tempo para recuperar. Vamos dizer que essa primeira parte do campeonato do Palmeiras foi super bem, mas agora volta completamente diferente. Acho que isso traz um componente de emoção ainda maior, porque você vai ter um turno praticamente inteiro para decidir o campeonato, com todo mundo em condições melhores do que estava quando a competição parou”.
“Os times têm oportunidade de reforçar e de perder peças. Alguns vão perder, outros vão perder e adquirir, outros vão só contratar, mas é praticamente um outro campeonato”
Streaming e o esporte
Com a evolução das transmissões esportivas, novas formas de acompanhar o futebol surgiram, especialmente por meio do streaming. Para Bruno, quanto mais opções o público tiver, melhor. Porém, ele acredita que o Brasil ainda enfrenta desafios importantes para que esse modelo alcance toda a população.
“Eu acho que a nossa bolha vive em um mundo muito privilegiado. Nas grandes capitais, a gente já tem um nível de evolução muito grande que nos permite ter uma ótima conexão de internet. Porque, se você pensa nessas plataformas de streaming, ainda mais para um evento ao vivo, precisa de uma ótima conexão. Mas, se a gente pensar no Brasil, um país de dimensões continentais, ainda existe uma diferença muito grande para áreas onde você não tem essa conexão, onde não tem banda larga e, muitas vezes, nem sinal de telefone com qualidade satisfatória. Além disso, muita gente não tem condições financeiras para manter um pacote de dados que suporte transmissões longas, como um jogo de futebol. Então, pensando nas grandes capitais, eu acho incrível. Mas, quando pensamos no Brasil como um todo, ainda há muitas pessoas que dependem fundamentalmente da TV aberta e vão depender por um bom tempo. Ter a possibilidade de escolher onde assistir é sempre bem-vindo”.
Referências e sonhos
Sobre quem mais o inspirou na profissão, Bruno não tem dúvidas. Trabalhando ao lado de alguns dos maiores nomes do jornalismo esportivo brasileiro, ele afirma que aprendeu diariamente com verdadeiras lendas da comunicação.
“Meu pai, Michel Laurence, foi um jornalista enorme, gigantesco. Criou o Bola de Prata, que é o prêmio mais importante do futebol brasileiro até hoje, há mais de 50 anos. Depois, tive a sorte de trabalhar com alguns dos maiores que já tivemos: Luciano do Valle, Silvio Luiz, Jota Junior, Cleber Machado, Galvão Bueno, Luiz Roberto… Trabalho com o Cleber até hoje. É o cara com quem mais trabalhei na vida em transmissões, é uma honra absoluta. Também tive a oportunidade de acompanhar repórteres como Pedro Bassan, Mauro Naves e Tino Marcos. Todos absolutamente geniais, que te ensinam sem precisar ser professores. Acho que isso é o mais legal: eles não te dão aula, eles te ensinam conversando. Você aprende sem perceber que está aprendendo. Trabalhei ao lado dos melhores, aprendi muito com todos eles e continuo aprendendo até hoje”.
Realizando a cobertura de clubes tradicionais e das maiores competições do futebol, Bruno afirma que já viveu muito mais do que imaginava na carreira, mas contou que gostaria de ter realizado a cobertura de alguns outros gigantes do esporte, como Michael Jordan, Magic Johnson e até Zico e Pelé.
“Eu já fiz muito mais do que um dia ousei sonhar. Queria ter trabalhado… Eu vi jogar, mas gostaria de ter coberto uma final da NBA com Michael Jordan ou Magic Johnson, caras que sempre admirei muito. Mas, no futebol, já que é para sonhar, queria ter visto o Santos do Pelé contra o Flamengo do Zico. Aí seria maravilhoso”.
Grande prêmio e doação
Caso leve para casa o prêmio de até R$ 300 mil, Bruno já sabe qual será o destino de parte do dinheiro.
“A minha primeira ideia é pegar uma parte desse prêmio e fazer uma doação para alguma instituição séria, que tenha bons valores e bons princípios, seja voltada para crianças ou idosos em situação de vulnerabilidade. Esses seriam os primeiros alvos para uma parte desse prêmio. Depois, sei lá… investiria, guardaria. Ainda não cheguei a fazer grandes planos, não. Só isso de doar uma parte”.
*Estagiário sob supervisão de Juliana Lambert
O Acerte ou Caia! é uma produção da Boxfish, com direção de David Feldon e direção artística de Cesar Barreto, que vai ao ar nas tardes de domingo da RECORD.
Todas as edições do programa podem ser acessadas na íntegra no RecordPlus, a plataforma de streaming da emissora.











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