Mundial com 48 seleções: “Acho que, com este número de seleções, o Mundial perde muito valor e significado. Devia ser raro qualificarmo-nos para o Mundial. Até os jogos de qualificação na Europa e em África estão a perder o sentido e a importância porque são demasiados. Hoje em dia, o dinheiro fala mais alto, e isto já não se chama futebol, chama-se ‘moneyball’ [n.d.r trocou football por moneyball, que pode ser entendido como jogo de dinheiro]. Prefiro ver o Mundial como um evento raro que devia ter um grande significado, e vou lutar para estar lá.”
Sobre o jogo com a Cróacia: “A Croácia marcou dois golos, dois golos fáceis, mas o mérito é da Croácia. Quando se marca mais um golo do que o adversário, isso significa que se merece ganhar o jogo. Isso significa que cometemos um erro a mais do que o adversário, e quando se comete um erro mais do que o adversário, não há nada que se possa fazer. Eles ganharam o jogo. Eu acho que a Croácia jogou melhor na primeira parte, eles tiveram mais controlo da partida. Na segunda parte, só deu Gana. Acho que, com o que fizemos na segunda parte, não merecíamos sofrer o segundo golo. O empate seria o resultado mais justo. Mas o importante é que o futebol não é justo. Não é uma questão de justiça. Quem marca mais golos ganha e quem marca menos golos perde. A Croácia jogou melhor no primeiro tempo. Controlaram o jogo melhor no primeiro tempo. E nós jogámos melhor no segundo. Então, em termos de equilíbrio, eu acho que o resultado certo, mais justo, seria o empate, pelo que nós fizemos no segundo tempo e o que eles fizeram no primeiro tempo. Mas eles conseguiram tirar vantagem dos nossos erros. Alguns passes para trás, no qual perdemos o controlo da bola e acabámos levando dois golos fáceis. São golos que não são desse nível de Mundial.”











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