A saída de Vítor Pereira do comando técnico do Nottingham Forest foi um autêntico balde de água fria para o treinador português. Embora o contrato, válido até 2027, incluísse uma cláusula que permitia a rescisão por qualquer uma das partes durante o mês de junho, o técnico estava de corpo e alma na organização da próxima época.
De acordo com informações recolhidas, o clube comunicou a decisão por e-mail apenas às 23h58 do dia 30 de junho – precisamente quando o planeamento da pré-temporada estava praticamente fechado.
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O treinador já tinha marcado um estágio em território português e agendado uma série de particulares frente a Blackburn, Vitória de Guimarães, Sporting, Bayer Leverkusen, Barcelona e Udinese. No dia anterior ao afastamento, tinha inclusive sido confirmada a presença do Forest num torneio triangular em Udine, ao lado de Udinese e Barcelona.
O envolvimento de Pereira não se limitava aos jogos: o treinador também estava a trabalhar no plano de contratações, tendo estado recentemente em Londres com a direção do clube para discutir reforços, tendo ainda participação ativa na contratação do novo treinador de guarda-redes.
Termina assim uma passagem que ficará marcada na história recente do Forest. Sendo o quarto treinador da equipa ao longo da temporada, Pereira conseguiu manter o clube na Premier League e levou-o à sua primeira meia-final europeia desde 1984.
A sua passagem incluiu ainda outros marcos: a maior vitória fora de casa do clube desde 1995 (5-0 sobre o Sunderland) e o triunfo mais expressivo em competições europeias da história do Forest, com um 3-0 sobre o Fenerbahçe.
Os números da equipa sob o seu comando também impressionam – o Forest fechou este período com o ataque mais produtivo da Premier League, ao nível do Manchester City, e com a quinta defesa menos batida do campeonato.











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