Iraniano processa Fifa e cobra R$ 5,2 bilhões após eliminação na Copa do Mundo 2026


Em seu pedido ao tribunal , cientista político Kaveh Lotfollah Afrasiabi culpa mau uso do VAR e diz que seleção não teve tratamento igualitário

2 jul
2026
– 12h34

(atualizado às 12h35)

O cientista político Kaveh Lotfollah Afrasiabi, cidadão americano de origem iraniana, entrou com uma ação judicial de US$ 1 bilhão (R$ 5,2 bilhões) contra o presidente da Fifa, Gianni Infantino, e outros dirigentes da entidade. Ele alega que o Irã foi injustamente impedido de avançar ao mata-mata da Copa do Mundo 2026 após a anulação controversa de um gol nos minutos finais da partida contra o Egito. A Fifa, porém, não se manifestou publicamente sobre o processo.

A ação foi protocolada em um tribunal federal de Boston por Afrasiabi. Ele, aliás, busca o reconhecimento do caso como uma ação coletiva em nome de milhões de cidadãos iranianos e iraniano-americanos que apoiavam a seleção nacional. Segundo ele, a decisão do VAR foi tomada, portanto, deliberadamente para impedir a vitória do Irã.




Lotfollah Kaveh Afrasiabi, analista de assuntos internacionais iraniano-americano –

Foto: reprodução de vídeo / Jogada10

A ação acusa ainda a Fifa de discriminar o Irã ao longo da competição e de, inclusive, não garantir tratamento igualitário à seleção iraniana. “Cidadãos iranianos que torciam pela sua seleção de futebol sofreram danos emocionais devido à discriminação flagrante contra o time”, escreveu Afrasiabi em seu pedido ao tribunal.



Divulgação/FFIRI - Legenda: Irã enfrentou inúmeros problemas na Copa por causa da questão diplomática com os EUA

Divulgação/FFIRI – Legenda: Irã enfrentou inúmeros problemas na Copa por causa da questão diplomática com os EUA

Foto: Jogada10



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