Irreverência, ambição e um teto “infinito”. Mateus Fernandes, o jogador de 100 milhões que não teve espaço no Mundial


João Pedro Vargas também acredita que Mateus Fernandes poderia estar entre os 26 de Portugal no Campeonato do Mundo. Contudo, lembra que “não é fácil entrar na seleção portuguesa, uma equipa recheada de talento e de grandes jogadores, muitos já com vasta experiência nos campeonatos do mais alto nível da Europa”.

Ainda assim, Vargas confia que o novo jogador do Tottenham, “a curto e médio prazo, poderá certamente fazer parte das escolhas” do selecionador nacional.

Álvaro Pacheco também pensa assim. O técnico elogia a “época brilhante” de Mateus, todavia, rejeita intrometer-se nas escolhas de Roberto Martínez.

No futuro, no entanto, a seleção não escapa: “Vai ser uma questão de tempo até chegar à seleção. Não chegou agora, vai chegar num futuro próximo.”

Desde cedo que vi que o Mateus era um jogador que ia ter um futuro brilhante. Costumo dizer que ele vai acabar por chegar à seleção nacional. Pela qualidade que ele tem, pelo profissionalismo e pelo rendimento, e pela carreira que está a ter, não tenho dúvidas nenhumas: vai acabar por chegar à nossa seleção”, afiança.

“O teto é infinito”

A seleção é apenas um dos patamares a que Mateus Fernandes é apontado por Álvaro Pacheco, João Pedro Vargas e Francisco Sousa.

Pacheco não gosta de colocar teto aos jogadores, mas salienta a capacidade de superação do médio, “os passos que foi dando e os desafios que foi tendo”, aos quais “tem sido capaz de se impor”. Pela capacidade que tem demonstrado para se adaptar, o jovem português “ainda tem uma margem muito grande para continuar a crescer”.

Uma análise validada por Vargas, que confia que Mateus “terá capacidade de se manter no alto nível, numa Premier League, durante alguns anos”.

É um jogador que trabalha muito, que é muito sério no dia a dia, no seu trabalho. Ao nível das qualidades físicas, também tem ainda algum potencial. E tem todas as qualidades para se manter ao mais alto nível. E depois, aliado a isso, julgo também que esta experiência com este treinador [De Zerbi] e no novo clube vai fazer o Mateus crescer mais, melhorar os aspetos que ainda tem para melhorar. E julgo que se vai manter ao mais alto nível durante bastante tempo”, antecipa.

Pacheco ressalva que o patamar exato a que Mateus Fernandes pode chegar dependerá muito do seu crescimento e de como se continuará a impor.

“Agora aquilo que eu não tenho dúvidas nenhumas e acredito muito, por aquilo que eu conheço, que ele vai continuar a ter muito sucesso”, augura o treinador do médio no Estoril, que vai ainda mais longe na sua crença: “O teto é infinito.”



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