Bélgica diz que caso Balogun uniu elenco e provoca EUA após vitória na Copa


Tielemans e Raskin afirmam que decisão da Fifa motivou a equipe na classificação às quartas

A goleada por 4 a 1 e a classificação da Bélgica sobre os Estados Unidos, além da ida para as quartas de final da Copa do Mundo, renderam provocação do lado belga para os norte-americanos. A polêmica envolvendo o Balogun se tornou um fator extracampo que contaminou o ambiente da partida, válida pelas oitavas de final do torneio. Após o jogo, o meia da Bélgica se pronunciou sobre o caso e conta que a seleção se sentiu injustiçada com a medida concedida ao atacante dos Estados Unidos

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— Muita coisa aconteceu fora de campo nos últimos dois dias. Havia um sentimento de injustiça dentro do elenco, e estávamos determinados a responder em campo — comentou Raskin.

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O capitão belga Youri Tielemans foi outro que abordou o assunto e disse que foi mais um motivo para fortalecer o elenco para a partida decisiva.

— Dissemos a nós mesmos que tínhamos que reagir em campo. E foi o que fizemos – disse o capitão.

Após marcar o quarto gol, jogadores da Bélgica comemoraram com uma “dança de Trump”, que repercutiu durante a campanha presidencial dos Estados Unidos em 2024. A provocação continuou fora de campo: nas redes sociais, a seleção belga publicou uma foto de Romelu Lukaku fazendo o gesto de levar a mão à orelha, acompanhada de uma legenda “revertam isso“, em tom de deboche com o episódio. 

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Entenda a polêmica envolvendo Balogun e Donald Trump e a revolta belga

Na vitória por 2 a 0 sobre a Bósnia e Herzegovina, Folarin Balogun marcou um dos gols da classificação dos Estados Unidos, mas acabou expulso aos 64 minutos após atingir o tornozelo de Tarik Muharemovic em uma disputa aérea. Inicialmente, o árbitro Raphael Claus não marcou falta, porém mudou a decisão após revisão do VAR e aplicou o cartão vermelho direto, o que, pelas regras da Fifa, resultaria automaticamente em suspensão para a partida seguinte.

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Folarin Balogun, dos Estados Unidos, lamenta derrota da equipe nas oitavas de final da Copa do Mundo entre EUA e Bélgica (Foto: David Ramos / AFP)

A expulsão gerou forte repercussão nos Estados Unidos e mobilizou dirigentes, advogados e até o presidente Donald Trump, que pediu à Fifa a revisão da punição. No fim, a entidade decidiu suspender a execução da suspensão por um ano com base no artigo 27 do Código Disciplinar. Assim, Balogun foi liberado para atuar, mas, caso cometa uma infração semelhante durante o período probatório, a punição voltará a valer e será somada a uma eventual nova sanção.

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A Federação Belga contestou a decisão da Fifa, classificando-a como contrária ao regulamento, e apresentou um recurso de emergência para impedir a presença de Balogun. O Comitê Disciplinar, porém, rejeitou o pedido por entender que a Bélgica não era parte legítima no processo. A entidade ainda estuda recorrer à Corte Arbitral do Esporte (CAS), enquanto a seleção belga segue na Copa do Mundo, onde enfrentará a Espanha nas quartas de final.

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