Após duas temporadas de ausência, o FC Porto prepara-se para voltar a vestir o fato que melhor lhe assenta. Ao conquistarem o título de campeões nacionais, os dragões carimbaram o regresso à UEFA Champions League, que vão disputar pela primeira vez no novo formato, em vigor desde 2024/25. Não será propriamente uma novidade, uma vez que o modelo de competição é exatamente o mesmo que os azuis e brancos experimentaram na Europa League nas duas últimas épocas. Contudo, estar entre a elite tem sempre outro prestígio e o grau de dificuldade dos adversários também vai aumentar.
Costuma dizer-se, aliás, que a Champions beneficia as equipas que mais experiência acumulada têm na prova. Ora, se em termos de participações o FC Porto (28) surge apenas atrás de Barcelona (31), Real Madrid (31) e Bayern Munique (30), no que toca à rodagem do plantel a história é outra.
As contas são simples de se fazer. Olhando para o elenco que Francesco Farioli tem à disposição, apenas nove jogadores já atuaram na Liga dos Campeões (pré-eliminatórias excluídas), lote que foi alargado com a contratação de André Silva. O internacional português saltou diretamente para o topo do ranking de elementos mais rodados no palco milionário — 28 partidas (oito de azul e branco, em 2016/17), tantas como… Zaidu. O ponta de lança soma 10 golos marcados na competição e nenhum outro jogador portista se aproxima desse registo finalizador — além de André, só Eustáquio (três tentos) e Pepê (um) fizeram o gosto ao pé na prova. Em termos de jogos disputados, Diogo Costa (23) fecha o pódio e a lista é encerrada por Victor Froholdt, que ainda participou num desafio de Champions pelo Copenhaga.
Experiência Champions no plantel do FC Porto
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Jogador |
Jogos na Champions |
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André Silva |
28 |
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Zaidu |
28 |
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Diogo Costa |
23 |
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Pepê |
18 |
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Kiwior |
17 |
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Eustáquio |
15 |
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Alan Varela |
8 |
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Pablo Rosario |
6 |
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Froholdt |
1 |
Quer isto dizer que grande parte do plantel do FC Porto terá a oportunidade de fazer a estreia na maior competição de clubes do Velho Continente em 2026/27, de dragão ao peito. A maioria são jogadores ainda jovens, mas também há outros, mais veteranos, que espreitam a chance de subirem ao palco mais desejado. Cláudio Ramos e João Costa são dois exemplos, embora tenham a vida dificultada, uma vez que só uma eventual indisponibilidade de Diogo Costa — ou saída do Dragão… — parece poder abrir essa porta.
Jan Bednarek é um dos casos mais curiosos: aos 30 anos, com muita experiência acumulada na Premier League e presente em dois Europeus e dois Mundiais, vai jogar, pela primeira vez, a Champions League. Algo que acontece apenas um ano depois de ter feito a estreia absoluta nas provas continentais. A primeira campanha europeia do xerife polaco foi, de resto, globalmente positiva — participou nos 12 jogos que o FC Porto realizou na UEFA Europa League —, mas acabou manchada pela expulsão madrugadora em Nottingham, na 2.ª mão da eliminatória com o Forest (quartos de final), que acabou por ditar a eliminação dos dragões.
Em suma, o FC Porto regressa ao lugar habitual na temporada que agora começa, mas fá-lo-á com um plantel relativamente inexperiente em andanças milionárias. Algo que a SAD liderada por André Villas-Boas ainda poderá mascarar com o mercado, embora a aposta primordial seja em ativos jovens…











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