Queda do Marrocos é a despedida dos africanos na Copa – 09/07/2026 – Esporte


Com a eliminação para a França, nesta quinta-feira (9), a seleção do Marrocos é a última equipe africana a cair na Copa do Mundo de 2026. O confronto terminou 2 a 0 para os europeus, que esperam por Espanha ou Bélgica na semifinal.

Os marroquinos se despedem do Mundial nas quartas de final, uma etapa antes do que conseguiram em 2022, no Qatar. Na ocasião, equipe ficou em quarto lugar.

A Fifa ampliou o torneio para 48 países em 2026 e adicionou a fase de 32 seleções, antes das oitavas de final. O Marrocos fez 6 jogos e marcou 10 gols nesta edição da Copa do Mundo. Na última participação, foram 7 jogos —contando com a disputa pelo 3º lugar—, com 6 gols.

O torneio de 2026 foi a edição com a maior participação africana na história, somando dez seleções do continente: África do Sul, Argélia, Cabo Verde, Costa do Marfim, Egito, Gana, Marrocos, RD Congo, Senegal e Tunísia. Apenas a última caiu na fase de grupos.

Nos mata-matas, África do Sul, Argélia, Cabo Verde, Costa do Marfim, Gana, RD Congo e Senegal foram eliminadas na fase de 32. Os egípcios bateram a Austrália, equanto os marroquinos eliminaram a Holanda, e passaram para as oitavas de final.

As seleções africanas deixam a Copa de 2026 tendo marcado 53 gols —a melhor campanha do continente até hoje. No Qatar, há quatro anos, Camarões, Gana, Marrocos, Senegal e Tunísia foram as representantes africanas, e só os marroquinos e senegaleses passaram ao mata-mata. Senegal caiu nas oitavas, e Marrocos foi até a semifinal.

FASE DE 32 DOS AFRICANOS

Senegal, Costa do Marfim, RD do Congo e Cabo Verde fizeram partidas emocionantes diante de Bélgica, Noruega, Inglaterra e Argentina, respectivamente. Ismaila Sarr e Habib Diarra deram a vantagem de dois gols aos senegaleses, mas Lukaku e Tielemans igualaram nos minutos finais. Na prorrogação, os belgas tiveram uma penalidade e Tielemans assegurou o 3 a 2, antes do apito que levaria à decisão por pênaltis.

Brian Cipenga marcou aos sete minutos de jogo, e os ingleses partiram para o tudo ou nada. Os congoleses seguraram a pressão da Inglaterra até os 30 minutos da segunda etapa, quando Harry Kane empatou a partida. Levou mais 11 minutos para o artilheiro britânico decretar a eliminação da RD Congo.

A Costa do Marfim saiu atrás no placar contra a Noruega, mas buscou o empate com Amad Diallo. Erling Haaland fez o gol norueguês que levou os europeus às oitavas de final, para enfrentar o Brasil. As partidas das três eleções africanas foram marcadas por reações dos adversários aos 41 minutos do segundo tempo —coincidência que ficou chamada de “maldição dos 86 minutos“.

Cabo Verde mostrou poder de reação duas vezes diante dos argentinos, além de outra boa atuação do goleiro Vozinha. O lateral Lopes Cabral marcou o golaço que levaria às penalidades. o 3 a 2 para a alviceleste veio do camisa 3 caboverdiano, Diney Borges, que marcou contra.

Gana caiu diante da Colômbia por 1 a 0; a Argélia perdeu para a Suíça de 2 a 0; e a África do Sul deixou o Mundial depois da derrota de 1 a 0 para o Canadá.

AS OITAVAS DE EGITO E MARROCOS

O jogo das oitavas entre Egito e Argentina foi marcado por drama e euforia dos sul-americanos. Apesar de abrir dois gols de vantagem aos 22 minutos da segunda etapa, os egípcios viram a seleção de Lionel Messi buscar uma virada improvável. Em 13 minutos, a alviceleste buscou o 3 a 2, e a seleção de Mohamed Salah e Mostafa Shobeir se despediu da competição.

Os marroquinos fizeram diferente. Em Houston, a seleção africana garantiu o placar de 3 a 0, ainda no tempo regulamentar diante dos coanfitriões canadenses. Azzedine Ounahi anotou duas vezes e Soufiane Rahimi carimbou a ida do Marrocos às quartas de final, contra Mbappé, Dembélé e grande elenco. No confronto, os franceses levaram a melhor.

Com as duas participações mais recentes no torneio (2022 e 2026), a seleção marroquina se afirma como a principal força no continente africano e deve mobilizar expectativas grandes para a próxima edição.

O Mundial de 2030 será recebido por Marrocos, Espanha e Portugal —além de ter jogos inaugurais previstos para Argentina, Uruguai e Paraguai, em comemoração ao centenário da primeira Copa do Mundo.



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