Deputado apresenta projeto para proibir jogadores do exterior na Seleção e banir bets do futebol


A proposta foi apresentada após a eliminação do Brasil na Copa do Mundo de 2026.




Foto: Esporte News Mundo

A eliminação da Seleção Brasileira nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 continua gerando repercussões fora das quatro linhas. Segundo apuração do jornal O Globo, o deputado federal Luiz Carlos Hauly (Podemos-PR) protocolou na Câmara dos Deputados um Projeto de Lei que propõe restringir as convocações das seleções brasileiras apenas a jogadores que atuem em clubes do país. O texto também prevê a proibição de qualquer tipo de publicidade de casas de apostas no futebol nacional.

A proposta foi apresentada na última quarta-feira (8), poucos dias após a derrota por 2 a 1 para a Noruega, que encerrou a participação brasileira no Mundial. Além dos atletas, a medida também impediria que treinadores, auxiliares e demais integrantes da comissão técnica vinculados a clubes estrangeiros fossem convocados para representar o Brasil.

Durante a defesa do projeto, Hauly criticou o atual modelo de formação da Seleção e afirmou que a presença de jogadores que atuam no exterior enfraquece o futebol nacional. “Chega, basta dessas estrelas que vêm para a Copa do Mundo como vestais e chegam na Copa, fazem o Brasil passar vergonha”, declarou o parlamentar.

De acordo com O Globo, o deputado também utilizou o discurso para atacar o atual momento político do país e relacionou o desempenho da equipe ao cenário nacional. “Eu reputo esse baixo astral ao baixo astral do povo brasileiro, desse governo infeliz, desse governo que ao invés de estimular a Copa do Mundo, começou a fazer piada grosseira”, afirmou.

O projeto cita como exemplo a composição da Seleção na Copa de 2026. O Brasil foi comandado pelo técnico italiano Carlo Ancelotti e levou ao Mundial apenas sete atletas que atuavam no futebol brasileiro. Para Hauly, o êxodo precoce de jogadores reduz a competitividade dos clubes nacionais e diminui a identificação da torcida com a equipe.

Além das mudanças nas convocações, o texto endurece as regras para o mercado de apostas esportivas. A proposta prevê a proibição total de patrocínios, ações publicitárias, licenciamentos e qualquer forma de exposição comercial de empresas do setor em clubes, estádios, centros de treinamento, uniformes, painéis de entrevistas e redes sociais ligadas ao futebol.

Caso a proposta seja aprovada, clubes e entidades esportivas terão um prazo de 180 dias para encerrar contratos vigentes com casas de apostas, ficando proibida qualquer renovação. O descumprimento da medida poderá resultar na perda do acesso a recursos públicos federais, incentivos fiscais, subvenções e convênios.

Antes de entrar em vigor, o projeto ainda precisará cumprir todo o trâmite legislativo. A proposta será analisada pelas comissões temáticas da Câmara dos Deputados, passará por votação em plenário e, caso aprovada, seguirá para apreciação do Senado Federal antes de eventual sanção presidencial.



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