Previsão de uma colisão entre um cometa e um furacão em Miami, hoje, a partir das 18h (de Brasília), durante Noruega x Inglaterra, pelas quartas de final da Copa do Mundo. Calma, não se trata de nenhuma emergência climática, mas sim do choque entre os dois maiores centroavantes da atualidade: Haaland e Harry Kane, com seus apelidos cataclísmicos.
Os dois terminaram a temporada 2025/2026 como os maiores artilheiros das principais ligas europeias — Kane marcou 36 gols pelo Bayern de Munique, enquanto Haaland balançou as redes 27 vezes pelo Manchester City. E seguem sendo impiedosos no Mundial. Com sete e seis gols, respectivamente, o norueguês e o inglês estão atrás apenas de Messi e Mbappé (8 gols cada) na tabela da artilharia.
Após se tornar carrasco da seleção brasileira nas oitavas de final, Haaland busca ampliar seu recorde de gols da Noruega em Copas, números impensáveis para uma seleção sem tradição no futebol, e levar a equipe ainda mais longe na competição. Do outro lado, Kane quer cumprir a promessa da canção da torcida inglesa e “levar o futebol de volta para casa”, enfim, após 60 anos.
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Uma força inevitável da natureza, Haaland, de 25 anos, consegue mesclar seu tamanho (1,96m) e velocidade com a paciência que somente a confiança em suas próprias capacidades é capaz de prover. O camisa 9 pouco participa da criação de jogadas de sua seleção; coloca-se entre os defensores para atrair os marcadores e dar espaço para os meias. Por isso, pouco fica com a bola nos pés. Quando a recebe, muitas vezes é apenas para um ou dois toques já dentro da área. Até por isso, entre os quatro artilheiros do torneio, ele é o que menos finalizou (17) — Kane tem 19, Mbappé 30 e Messi 29. Porém, converte como poucos as oportunidades que chegam.
Mesmo poupado do último jogo da fase de grupos, o camisa 9 norueguês tem média de um gol a cada 59 minutos, ou seja, menos de um tempo e meio de jogo para balançar as redes. Embora o pé esquerdo prevaleça, não há barreiras para ameaçar os adversários com a perna mais fraca ou de cabeça. No inspirado domingo em que se tornou carrasco da seleção brasileira, mostrou ainda mais repertório, ao marcar o segundo gol em seu primeiro chute de fora da área na competição.
Embora pareça ser um jogador individualista, a realidade tende a mostrar outra coisa. Haaland tem seis passes decisivos ao longo do torneio, ou seja, consegue também colocar os companheiros em condições de finalizar, mas eles não acompanham a eficiência do gigante.
Já Kane tem um perfil diferente. É tão bom como 9 quanto como 10. Apesar dos 1,88m de altura, é bastante móvel. Além da grande presença de área, também recua para auxiliar na construção das jogadas. Tanto que possui quase o dobro de passes e cruzamentos trocados em relação ao norueguês. Kane leva mais tempo para marcar gol que o oponente, mas reduz essa diferença em participações em gol por também contribuir com assistências.
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Nesta Copa, segue sendo decisivo. Dois de seus gols contribuíram para a vitória de virada sobre a RD Congo, pela segunda fase, e outros dois foram para abrir o placar e recolocar a equipe na frente da Croácia, na vitória na estreia da Copa.
As bolas aéreas têm sido o destaque de Kane. De quatro cabeceios ao gol, três balançaram as redes. Marcou também dois de pênalti, mostrando que não tem sentido o peso de ser o principal nome da esperança inglesa de acabar com o incômodo jejum.











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