A Copa do Mundo ainda não acabou, mas já tem 15 saídas de técnicos; veja lista


A Copa do Mundo ainda não acabou, mas ao menos 15 técnicos já deixaram o comando de suas seleções. A lista leva em conta apenas saídas já oficializadas pelas federações.

A demissão mais recente foi a de Pape Thiaw (Senegal). A Federação Senegalesa de Futebol também desligou os demais membros da comissão técnica após avaliar que a campanha ficou abaixo do esperado. Sob o comando de Thiaw, o país foi à Copa do Mundo de 2022, no Catar, e chegou à final da Copa das Nações Africanas de 2026, contra Marrocos.

Na Copa do Mundo de 2026, a seleção de Senegal foi eliminada nas oitavas de final pela Bélgica e encerrou sua participação na 16ª colocação geral após a fase eliminatória. A equipe senegalesa caiu de virada por 3 a 2 na prorrogação, após estar vencendo o jogo por 2 a 0 até os 40 minutos do segundo tempo.

Senegal havia avançado ao mata-mata como um dos melhores terceiros colocados na fase de grupos, após perder para França e Noruega, e garantir a vaga com uma goleada sobre o Iraque na última rodada.

Julian Nagelsmann, da Alemanha, saiu após a eliminação para o Paraguai, nos pênaltis, na segunda fase. Ele estava no cargo havia quase três anos. Os auxiliares também deixaram a comissão técnica.

A Federação Alemã de Futebol (DFB) confirmou neste sábado que iniciou as primeiras conversas com Jürgen Klopp para assumir o comando da seleção nacional.

Dirigentes da entidade estão em Nova York para se reunir com o treinador, que atualmente ocupa o cargo de diretor global de futebol da Red Bull e também atua como comentarista da emissora Magenta TV durante a Copa do Mundo.

Klopp é o favorito para assumir o cargo e um acordo está próximo.

Marcelo Bielsa, do Uruguai, pediu demissão após a queda na fase de grupos. Ele estava no cargo desde maio de 2023 e deixou a seleção em meio a polêmicas sobre a gestão do elenco durante a Copa.

Zlatko Dalic deixou o comando da seleção da Croácia após nove anos no cargo. Sob seu comando, a seleção croata foi vice da Copa de 2018 e ficou em terceiro lugar em 2022.

Roberto Martínez (Portugal) saiu depois da eliminação para a Espanha nas oitavas de final. O espanhol estava no cargo desde 2023.

Javier Aguirre (México) se despediu após a eliminação para a Inglaterra nas oitavas. A terceira passagem dele no cargo havia começado em 2024, e o substituto anunciado foi o ex-zagueiro Rafa Márquez.

Carlos Queiroz (Gana) anunciou a saída pouco depois da eliminação para a Colômbia na segunda fase. O treinador português havia assumido o comando ganês havia cerca de três meses.

Sabri Lamouchi (Tunísia) foi demitido durante a participação da seleção no Mundial. Ele deixou o cargo logo após a derrota por 5 a 1 para a Suécia na estreia, e havia sido contratado no começo do ano.

Jamal Sellami, da Jordânia, deixou o cargo após a eliminação na fase de grupos. O marroquino estava no comando desde junho de 2024 e classificou o país à sua primeira Copa do Mundo.

Hervé Renard (Tunísia) não teve o contrato renovado após a eliminação na fase de grupos. Ele assumiu a seleção durante a Copa do Mundo, teve apenas 19 dias de trabalho e somou duas derrotas na primeira fase.

Ronald Koeman (Holanda) pediu demissão depois da eliminação para Marrocos, nos pênaltis, na segunda fase. O ex-zagueiro era técnico da seleção desde janeiro de 2023 e citou “coisas mais importantes do que o futebol” em referência à saúde da esposa ao deixar o cargo.

Sebastián Beccacece (Equador) deixou o cargo após o fim de contrato com a seleção na Copa. O Equador caiu para o México na segunda fase, com derrota por 2 a 0. O treinador havia assumido o comando da seleção em agosto de 2024.

Outros treinadores como Miroslav Koubek (Tchéquia) pediu demissão cerca de seis meses após assumir o comando. Ele classificou a seleção na repescagem, mas a equipe foi eliminada ainda na fase de grupos.

Steve Clarke, da Escócia, também se demitiu após a eliminação na fase de grupos. Clarke era o treinador desde 2019 e comandou o país em cerca de 80 jogos.

Já Hong Myung-Bo, da Coreia do Sul, entregou o cargo em meio a ameaças de morte e críticas pelo desempenho. Ele estava no comando desde 2024, e a seleção não passou da fase de grupos.



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