Mudança pode acontecer já nas próximas edições
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, admitiu que há a possibilidade de um aumento no número de países participantes nas próximas Copas do Mundo, e a ideia repercutiu nas redes sociais. O suíço-italiano afirmou, em entrevista ao portal suíço Bluewin, que o tema será debatido após o encerramento desta edição do mundial.
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O torneio deste ano, sediado nos Estados Unidos, México e Canadá, foi a estreia do campeonato com 48 seleções presentes e, segundo Infantino, existe a possibilidade de mais 16 equipes serem adicionadas, totalizando 64. A iniciativa de ampliação é liderada pela Conmebol.
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Confira a reação de alguns internautas sobre a possibilidade de aumento de seleções na Copa do Mundo:
É várzea demais. O ideal seria 24 seleções.
— Jack Robert (@hon3ydrip) July 12, 2026
Eu já achei essa Copa com 48 seleções ruim, o nível técnico dos jogos foram muito abaixo. O que salvou foram as histórias de superação. Agora imagina com 64, que tipos de jogos vamos ver? Mais jogos por transpiração do que de bola jogada
— ✠ Edder (@edderfts) July 12, 2026
Melhor, tira essa aberração de terceiros e evita combinar resultado na última rodada.
— JV (@craquedaSEP) July 12, 2026
KKK se acontecer isso acaba com esse negócio de eliminatórias . Mete o mapa mundi logo com mais de 200 seleções kk . É cada uma . Desse jeito vão acabar com a copa .
— Igor1838 (@Igor18381) July 12, 2026
O possível novo Mundial com 64 seleções
Caso o projeto avance, o regulamento da competição sofrerá alterações estruturais. A configuração sugerida prevê 16 grupos de quatro integrantes, com a classificação dos dois primeiros colocados para o mata-mata. Esse arranjo elimina a necessidade de classificar os melhores terceiros colocados — dinâmica utilizada no torneio deste ano e que gerou impasses logísticos e esportivos. Com a mudança, o volume de partidas na fase inicial saltará de 72 para 96 confrontos.
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A iniciativa é capitaneada pela América do Sul. A Conmebol articula o movimento com o objetivo de implementar a alteração já na edição de 2030, que celebrará o centenário do Mundial em seis países: Uruguai, Argentina e Paraguai, na América do Sul; Espanha e Portugal, na Europa; e Marrocos, na África.
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A proposta surgiu em março de 2025, apresentada pelo dirigente uruguaio Ignacio Alonso, e recebeu o aval público de Alejandro Domínguez, presidente da confederação sul-americana. Para a região, o benefício político e financeiro é claro: o continente passaria a sediar 18 jogos, em vez das três partidas agendadas inicialmente. O tema chegou a constar na pauta do Conselho da Fifa no fim do ano passado, mas não avançou para debate na ocasião.
Apesar da pressão sul-americana, o plano enfrenta forte resistência nos bastidores do futebol internacional e divisões internas na própria Conmebol. A Uefa lidera a oposição e aponta que o calendário consolidado inviabiliza o formato devido aos gargalos logísticos. As confederações da Ásia (AFC) e das Américas do Norte e Central (Concacaf) também já manifestaram posicionamento contrário à nova expansão.
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