Inglaterra pode acabar Mundial sem nenhum golo made in Premier League pela primeira vez


A seleção de Inglaterra marcou 13 golos no atual Mundial, mas nenhum deles foi apontado por um jogador que atuou na Premier League na época 25/26. Os golos dividem-se entre Harry Kane e Jude Bellingham, com seis cada, e Marcus Rashford, que faturou uma vez.

Os três atletas representaram clubes estrangeiros na época de 2025/2026. Kane joga nos alemães do Bayern München, enquanto Bellingham e Rashford alinham em Espanha, ao serviço do Real Madrid e do Barcelona, respetivamente. Embora Rashford ainda pertença contratualmente ao Manchester United, disputou a temporada 25/26 inteiramente no clube espanhol.

Avançado – 32 anos

51
Jogos

4050
Minutos

61
Golos

7
Assistências

Em sentido inverso, os homens que continuam a atuar em solo britânico assumem as despesas da criação. Embora ainda não tenham faturado de forma direta, Bukayo Saka e Anthony Gordon destacam-se na lista dos principais assistentes da prova. O extremo do Arsenal e o antigo jogador do Newcastle contam com três assistências cada.

Se a prova terminar sem golos de atletas de clubes ingleses, este será um registo inédito no país. Em todas as edições anteriores do torneio, a seleção inglesa nunca terminou sem nenhum golo de jogadores da Premier League.

Ranking UEFA
1.Inglaterra Inglaterra98.18602. Itália84.23203. Espanha78.61804. Alemanha76.68805. França64.93906. Portugal60.25007. Bélgica55.6500+18. Países Baixos48.7290 -19. Turquia45.175010. Polónia42.1250+2
Ranking UEFA

A ausência de golos das ligas locais também se verifica em outras seleções presentes nos quartos de final. A Suíça, Marrocos e a Noruega não têm golos de jogadores dos campeonatos internos, e a Bélgica soma apenas um golo de produção nacional, marcado por Hans Vanaken (Club Brugge).

Contudo, o cenário inglês é muito mais invulgar do que o dos restantes países. Para nações como a Suíça ou Marrocos, a exportação precoce de talentos é a norma, mas a base do futebol internacional inglês sempre foi a Premier League.

Historicamente, a espinha dorsal sempre dependeu de forma crítica do campeonato inglês. Se olharmos para o passado, lendas como Gary Lineker, Bobby Charlton, Alan Shearer, Wayne Rooney ou até as campanhas mais recentes em 2018 e 2022 foram sustentadas por blocos integrados na realidade inglesa.

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