De la Fuente: «O grande dia de Lamine Yamal no Mundial está para chegar»


Na antevisão do duelo com a França, nas meias-finais do Mundial 2026, o selecionador de Espanha, Luis de la Fuente, mostrou-se confiante mas ciente da responsabilidade do momento.

Questionado sobre o favoritismo atribuído por Dider Deschamps, selecionador de França, De la Fuente desvalorizou a questão. «De nada vale sê-lo ou não. Para mim, isso de ser favorito não significa nada. Não é decisivo. Vão defrontar-se duas grandes seleções», afirmou, recordando um conselho do antigo treinador Joaquin Caparrós: «Ele dizia sempre que, quando alguém lhe fazia tantos elogios, questionava se iriam sequer aparecer para jogar».

Sobre a estratégia para travar a França, o técnico foi claro: «Temos a equipa muito bem estudada. Conhecemo-nos muito bem. Eles têm futebolistas de uma dimensão excecional, mas nós também. Temos de impor as nossas características e minimizar as do adversário».

De la Fuente deixou ainda elogios a Lamine Yamal, pedindo-lhe tranquilidade. «Tem de estar tranquilo e desfrutar. Fora com a ansiedade. O grande dia de Lamine no Mundial está para chegar, por isso espero que seja amanhã [hoje]. E se não for, que seja na final, se conseguirmos passar», projetou.

O selecionador admitiu também ser um admirador de Kylian Mbappé, apesar das críticas recentes ao jogador francês. «A crítica é livre, mas parece-me um futebolista genial. Sou um admirador dos grandes futebolistas e o Kylian é um deles», declarou.

Confrontado com a dúvida entre Pedri e Fabián no meio-campo, o técnico não descartou nenhuma hipótese. «Cada um tem as suas virtudes. Oferecem-nos o que precisamos. Também podem jogar os dois juntos. Se tiver essa dúvida, colocaremos os dois», explicou, elogiando a qualidade geral do seu plantel ao ser questionado sobre a titularidade de Merino, que entrou para marcar e ser decisivo frente a Portugal e Bélgica: «Tenho muita sorte porque há 26 futebolistas que poderiam ser titulares. Engano-me pouco porque, jogue quem jogar, são todos muito bons».

Para De la Fuente, chegar a esta fase da competição é um «privilégio», apesar da enorme responsabilidade. «Desfruto muito do meu trabalho e da minha paixão», confessou, antes de partilhar a sua filosofia, citando Júlio César: «Ele dizia que não há um grande feito sem sofrimento e eu subscrevo essa frase. Se queres conseguir algo importante, tens de deixar algo pelo caminho e sofrer muito».

O técnico espanhol concluiu com uma nota mais pessoal, revelando que reza todos os dias, mas não para ganhar. «Seria injusto pedir que não ajudasse o adversário. O que peço a Deus é saúde», partilhou.



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