Segundo o AS, a medida ainda aguarda validação oficial
julho 14, 2026 –
2:03 pm
Imagem: Reprodução/Youtube/RFEF
A forma como a arbitragem se comunica com torcedores e imprensa pode mudar no Campeonato Espanhol. Segundo revelou o jornal espanhol AS, a La Liga poderá adotar entrevistas com árbitros antes e/ou após as partidas da Primeira Divisão a partir da temporada 2026/27. A medida, no entanto, ainda não foi oficializada e depende da ratificação da LaLiga e da Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF).
Se a iniciativa for aprovada, os árbitros poderão comentar decisões tomadas durante os jogos em entrevistas concedidas às emissoras detentoras dos direitos de transmissão das partidas, além de aceitarem a presença de câmeras em seus vestiários. Conforme o AS, a expectativa é tornar a arbitragem mais transparente e aproximar os profissionais da imprensa e dos torcedores.
O acordo citado pelo jornal espanhol também prevê outras mudanças para a categoria. Entre elas, estão reajustes salariais, melhorias em benefícios de saúde e o pagamento de um bônus aos árbitros que aceitarem as novas medidas de exposição.
Experiência brasileira
Enquanto a proposta ainda aguarda confirmação oficial na Espanha, uma experiência semelhante foi colocada em prática no futebol brasileiro. No início do Campeonato Cearense de 2026, a Federação Cearense de Futebol (FCF) anunciou entrevistas coletivas com árbitros após as partidas para explicar lances e esclarecer decisões tomadas em campo.
Embora a entidade tenha classificado a iniciativa como um projeto piloto, as entrevistas continuaram sendo realizadas ao longo da competição. Em uma delas, por sinal, o árbitro foi orientado a não responder uma pergunta, em gesto do assessor filmado por todos, inclusive, pelo cinegrafista da própria entidade.
A última coletiva divulgada pela FCF TV, no YouTube, ocorreu após a semifinal entre Fortaleza e Ferroviário, com o árbitro Luciano Miranda.
As duas finais do campeonato não tiveram a coletiva. A justificativa foi de que os árbitros envolvidos – Rafael Rodrigo Klein e Rodrigo Pereira- eram da FIFA, que não teria autorizado a prática.
Desde então, porém, a Federação não publicou um balanço sobre a iniciativa nem informou oficialmente se o projeto foi mantido ou encerrado.










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