Torcedores uruguaios são condenados por vandalismo antes de jogo da Libertadores no Rio


Dois torcedores uruguaios foram condenados por atos de vandalismo no Recreio, ocorridos em outubro de 2024, antes de uma partida do Penãrol contra o Botafogo pela Copa Libertadores da América . Bruno Nicolas Nanchez Moreira foi condenado a seis meses de prisão por crimes de lesão corporal e resistência. Já Sérgio Gabriel Silveira Balbuena foi condenado a dois meses de prisão por resistência.

A representação pela exposição foi feita pela Promotoria de Justiça, do Ministério Público do Rio , junto à 34ª Vara Criminal da Capital. Na denúncia, o órgão informou que Bruno e Sérgio, junto com outros torcedores da equipe Uruguai, se envolveram em uma confusão nas proximidades do hotel onde estavam hospedados. Com a chegada da Polícia Militar, os dois resistiram à ordem de prisão, que se agravou quando Bruno jogou uma pedra portuguesa contra um dos agentes, causando ferimentos em seu braço.

“O policial militar relatou de forma clara e segura que foi atingido por uma pedra arremessada pelo réu, reconhecimento que se deu no próprio contexto da ocorrência. Tal narrativa foi corroborada por outro policial, que confirmou que o ofendido indicou Bruno como o autor da agressão imediatamente após o fato. A palavra dos agentes públicos, quando prestada de forma harmônica e sem contradições relevantes, especialmente em juízo, sob o crivo do contraditório e da ampla defesa, possui alto valor probatório, ainda mais quando encontra respaldo em outros elementos dos autos”, destacado um dos trechos da sentença.

A confusão aconteceu nas proximidades da Praia do Pontal , no Recreio, Zona Sudoeste. À época, imagens feitas pela TV Globo mostraram coleções de homens com pedaços de madeira e barras de ferro nas mãos, lançando pedras e objetos em direção a outras pessoas. Depois de uma hora de caos, mais de 250 detidos foram levados para a Cidade da Polícia .

Os torcedores chegaram até a praia em três ônibus de turismo, que ficaram estacionados. Logo, o asfalto foi feito pelo grupo, que investiu contra veículos e pessoas. Uma moto foi incendiada e outras quatro derrubadas. Também foram danificadas barracas de praia e quiosques.

A situação começou a ser controlada quando dois carros do batalhão de choque e um de Rondas Especiais e Controle de Multidões da Polícia Militar (Recom) chegaram ao local.





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