Classificada para a final da Copa do Mundo, a Espanha terá pela frente Argentina ou Inglaterra. Para os colunistas do GLOBO, a equipe de Luis de la Fuente chegará como favorita diante de qualquer uma das duas, mas encontrará desafios bastante diferentes: de um lado, a capacidade argentina de competir, suportar períodos sem a bola e encontrar Lionel Messi; do outro, a força física e as movimentações de Harry Kane e Jude Bellingham.
Kallás considera a Argentina, em tese, o adversário mais favorável ao estilo espanhol. “A seleção sul-americana carece da densidade e da fisicalidade que historicamente impõem dificuldades ao jogo da Espanha, fragilidades que já ficaram expostas contra oponentes de menor expressão e intensidade. Por essa perspectiva, uma final contra a Argentina seria mais adequada ao modelo espanhol.”
O colunista vê na Inglaterra uma ameaça maior justamente pela capacidade de transformar a partida em um confronto físico. “A final da Eurocopa de 2024 mostrou que equipes com jogadores como Bellingham e Harry Kane, capazes de impor um jogo estruturado e de maior vigor, oferecem dificuldades consideráveis à Espanha. Um confronto com os ingleses seria, nesse aspecto, mais complicado.”
Carlos Eduardo Mansur também considera a Espanha ligeiramente favorita, mas evita apontar desde já qual adversário proporcionaria o melhor encaixe. “A Argentina tende a duelar no mesmo terreno dos espanhóis, buscando o controle do meio-campo através da troca de passes. Já a Inglaterra tentará levar o jogo para os duelos e para a imposição física, fazendo a bola chegar a Kane e Bellingham.”
Para Mansur, a resposta dependerá também do desempenho apresentado na semifinal. “Não é possível dizer o que encaixaria melhor para a Espanha antes de assistir às versões que ingleses e argentinos mostrarão. São propostas distintas, que exigirão comportamentos diferentes da equipe de Luis de la Fuente.”
Ana Thaís Matos também coloca a Espanha como favorita, mas vê a Argentina como o possível adversário mais experiente e resistente. “A Argentina tem energia para suportar a pressão de não ter a bola e ainda encontra bons escapes caso exista qualquer faixa do campo em que Messi possa receber com liberdade. É uma seleção mais casca-grossa.”
A colunista imagina uma decisão tecnicamente diferente contra os ingleses. “A Inglaterra pode proporcionar um jogo mais técnico, especialmente pelas movimentações de Kane e pelos improvisos de Bellingham.” Para a Espanha, portanto, a final poderá exigir controle contra a força inglesa ou paciência diante da experiência argentina.











Leave a Reply