O mercado de transferências de verão abriu oficialmente há pouco mais de duas semanas, mas o AC Milan não perdeu pela demora e já investiu qualquer coisa como 100 milhões de euros nas aquisições de Gonçalo Ramos (ao AC Milan) e Mario Gila (à Lazio). O plano passa por ‘engordar’ ainda mais este valor, mas, antes de comprar, há que vender.
De acordo com informações adiantadas pela edição desta quarta-feira do jornal italiano Gazzetta dello Sport, a direção pretende encaixar cerca de 150 milhões de euros com a transação de jogadores que militam no plantel às ordens do treinador português Ruben Amorim, entre eles, Rafael Leão, que já assumiu publicamente que pretende ‘mudar de ares’.
O internacional luso tem contrato válido até junho de 2028, estando este ‘blindado’ por uma cláusula de rescisão de 175 milhões de euros. Um valor que a estrutura rossonera considera “completamente irrealista” de alcançar, pelo que, neste momento, fixou o seu preço em, pelo menos, 60 milhões de euros.
A mesma publicação acrescenta que, neste momento, “o extensivo staff” do avançado formado no Sporting, “incluíndo empresários e advogados”, já estão a trabalhar no sentido de encontrar uma colocação. Aliás, já o terão mesmo “oferecido” a Manchester United e Tottenham, que, até ao momento, ainda não deram qualquer passo no sentido de o ‘resgatarem’.
Em contraponto, Rafael Leão conta com interessados em países como a Arábia Saudita ou a Turquia, que considera “secundários”, pelo que prefere aguardar por algo que lhe agrade mais, sabendo de antemão que, caso tal não surja, tem ordens para se juntar ao estágio de pré-temporada que irá decorrer em Perth, na Austrália, a 29 de julho.
As palavras de Rafael Leão que abalaram o mercado
Após uma temporada desportiva de 2026/27 complicada, no AC Milan, com lesões e quebras de forma que o impediram de disputar mais de 31 jogos oficiais (ao cabo dos quais somou dez golos e três assistências), Rafael Leão assumiu abertamente, a 30 de maio, em entrevista concedida à Sport TV, o desejo de sair.
“Já dei tudo o que tinha no AC Milan. Foi um clube que me ajudou a crescer muito, que me apoiou nos momentos difíceis. Felizmente, também consegui marcar o meu nome na história (…). Acho que toda a gente tem sonhos, tem desafios que ambiciona ter, e eu ambiciono ter um desafio novo, numa nova liga. Se isso acontecer ficarei muito contente, mas também realizado, porque fiz o meu trabalho no AC Milan”, atirou.
Mais tarde, em pleno Campeonato do Mundo (mais concretamente, após a goleada aplicada ao Uzbequistão, por 5-0), o jogador de 27 anos de idade foi mais contido, limitando-se a sublinhar que iria “decidir o que fazer” após o final da prova. Isto, ao mesmo tempo que tecia rasgados elogios ao novo treinador, o compatriota Ruben Amorim.
“Neste momento, tenho de me manter focado no Campeonato do Mundo. Sei que ele é um treinador muito bom, esteve bem em Portugal, as coisas não correram como ele queria no Manchester United, mas continua a ser um grande treinador”, afirmou.
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