Petição para excluir a Argentina da Copa do Mundo ultrapassou a marca de 14 milhões de assinaturas às vésperas da decisão contra a Espanha. A campanha, hospedada no site argentinaout.com, ganhou força após a vitória por 3 a 2 sobre o Egito nas oitavas de final, no último dia 7 de julho, em uma partida marcada por reclamações sobre a arbitragem.
O movimento alega que a Fifa e os árbitros estariam favorecendo Lionel Messi e a seleção argentina ao longo da competição. O texto da petição afirma que o campeão da Copa do Mundo já estaria “decidido” e pede a exclusão da atual campeã do torneio.
“É óbvio que a FIFA e os árbitros estão favorecendo Lionel Messi e a Argentina. Por que o resto do mundo deveria competir se o vencedor já está definido? Expulsem a Argentina da Copa do Mundo e deem uma chance justa para todo mundo”, diz o texto principal do site, disponível em 19 idiomas, incluindo o português.
(Reprodução)
Apesar da repercussão nas redes sociais, a iniciativa não possui qualquer validade jurídica e não pode provocar a eliminação da Argentina. Apenas a Fifa tem autoridade para aplicar sanções ou excluir seleções de competições oficiais.
Por que a petição contra a Argentina ganhou força?
A mobilização disparou após a dramática virada da Argentina sobre o Egito. A equipe sul-americana perdia por 2 a 0 até os minutos finais, mas marcou três gols nos últimos 13 minutos e garantiu a classificação para as quartas de final.
A partida ficou marcada por decisões polêmicas da arbitragem. O principal lance foi a anulação de um gol de Mostafa Ziko, após revisão do VAR. A arbitragem identificou uma falta de Marwan Attia sobre Lisandro Martínez no início da jogada, interpretação contestada pela Federação Egípcia.
Outro momento bastante criticado aconteceu pouco antes do gol da vitória argentina. Torcedores e comentaristas alegaram que o árbitro francês François Letexier deixou de marcar uma falta sobre Mohamed Salah na origem do contra-ataque que resultou no gol decisivo.
Fifa defende arbitragem
As reclamações levaram a Fifa a se manifestar. O presidente da Comissão de Arbitragem da entidade, Pierluigi Collina, afirmou que a atuação da equipe de arbitragem seguiu corretamente o protocolo do VAR e defendeu a decisão de anular o gol egípcio.
O técnico da Argentina, Lionel Scaloni, também rebateu as acusações de favorecimento.
“Com a tecnologia e toda a exposição que existe hoje, seria impossível esconder qualquer manipulação. Erros acontecem no futebol, mas não existe tratamento especial para a Argentina”, afirmou o treinador, segundo veículos internacionais.
Petição pode tirar a Argentina da Copa?
Não. Mesmo com mais de 14 milhões de assinaturas, a campanha tem apenas caráter simbólico e não possui qualquer efeito sobre a Copa do Mundo.
As regras da competição determinam que somente a Fifa pode aplicar punições disciplinares ou excluir uma seleção, mediante processos previstos em seus regulamentos. Dessa forma, a petição não interfere na participação da Argentina na final contra a Espanha.
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