Sucesso com Cabo Verde, Vozinha diz que quer continuar carreira em clube que ‘não o queira por marketing’


Um dos grandes personagens da Copa do Mundo de 2026, o goleiro cabo-verdiano Vozinha afirmou que pretende prolongar a carreira, mas fez uma exigência sobre seu próximo clube: quer ser contratado pelo que ainda pode render dentro de campo, e não pelo impacto que seu nome passou a ter após o Mundial. Sensação da competição, o veterano de 40 anos ganhou milhões de seguidores nas redes sociais graças às atuações que ajudaram Cabo Verde a protagonizar uma das campanhas mais marcantes do torneio.

Em entrevista à emissora americana CBS, o goleiro, cujo nome completo é Josimar José Évora Dias, disse que espera continuar jogando por pelo menos mais uma ou duas temporadas, desde que encontre um projeto esportivo que valorize suas qualidades como atleta. Durante a competição, ele ganhou milhões de seguidores, se tornando uma das sensações da copa desde o primeiro jogo, em que defendeu diversas finalizações do ataque espanhol, que chegou à final da Copa.

— Espero encontrar uma equipe que realmente me queira pelo que posso contribuir como jogador e não por razões de marketing — afirmou, ao ser questionado sobre rumores que o ligam ao Inter Miami, onde joga Lionel Messi.

Segundo Vozinha, a paixão pelo futebol continua sendo a principal motivação para permanecer em atividade.

— Essa é a primeira coisa que quero resolver porque amo futebol. Estar aqui aos 40 anos… e porque realmente sinto essa paixão, quero jogar por pelo menos mais um ou dois anos; vai depender de como meu corpo responder, porque nunca se sabe o que vai acontecer amanhã, mas quero jogar — disse.

Caminho difícil até o futebol profissional

O goleiro também relembrou as dificuldades enfrentadas para construir uma carreira internacional saindo de Cabo Verde, país que disputou a Copa do Mundo pela primeira vez.

Segundo ele, tornar-se jogador profissional parecia um sonho distante durante a infância.

— Acho que desde que nasci, desde criança, sempre sonhei em ser jogador profissional. No nosso país, as chances de se tornar profissional no esporte são mínimas — afirmou, ressaltando a dificuldade em alcançar visibilidade no país africano.



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