Argentina no modo Libertadores? ‘É porrada!’: Colunistas debatem


Atual campeã mundial, a Argentina abusa do jogo físico típico da Libertadores para “desestabilizar” rivais e costuma crescer com isso durante as partidas, avaliou Arnaldo Ribeiro no Posse de Bola, do Canal UOL.

No programa, os colunistas analisaram o duelo contra a Inglaterra e projetaram a final da Copa do Mundo, com o alerta de que a Espanha precisa encarar o jogo argentino sem abrir mão do seu estilo de posse de bola.

Acho que a Inglaterra soube jogar Libertadores, que o PVC tá falando. Por incrível que pareça, os seus principais jogadores não se intimidaram com a violência e deslealdade argentina no começo do jogo, mas eles não perderam a cabeça. A Argentina divide o jogo dela tão cristalinamente nos ‘quatro tempos’. O primeiro quarto é para desestabilizar o adversário. É porrada, é onde está machucado, marcar território. E aí eu acho que a Inglaterra soube jogar muito bem esse primeiro quarto.
Arnaldo Ribeiro

Para Arnaldo, a Inglaterra teve um caminho claro para machucar a Argentina, mas recuou muito após abrir o placar e deixou a decisão para o trecho em que a seleção costuma “vir com tudo”. Ele também apontou um ponto vulnerável na defesa argentina.

A Inglaterra se perdeu pela estratégia equivocada do seu treinador. Ela quis defender um resultado muito cedo. A Argentina é uma equipe frágil defensivamente. A Argentina dificilmente passa um jogo sem tomar gols, no plural. Se a Espanha conseguir passar por esses quartos, ela tem boas chances de ganhar. Mas 1×0 com a Argentina não é suficiente. Você tem que fazer dois. Se dá para fazer três, é melhor.
Arnaldo Ribeiro

Thiago Arantes acrescentou que o estilo espanhol tende a ser um antídoto para o jogo de contato porque a equipe “se defende tocando a bola”, sem entregar a posse e se fechar perto da própria área, pressionando o adversário. Para ele, isso reduz o tempo de disputa física.

A Espanha é um time que o principal argumento defensivo é ter a bola, não é dar a bola para o rival e ficar todo mundo na defesa. A Espanha se defende tocando a bola. Você não defende o gol, você ataca a bola para recuperar a bola.
Thiago Arantes

O comentarista também citou uma mudança emblemática no jogo contra a Inglaterra para ilustrar como a postura pode decidir a partida: atacar para matar o confronto ou recuar para “não perder”.

Eu não vejo a Espanha fazendo 1 a 0 e tirando o Lamine Yamal para colocar um zagueiro. O que o Tuchel fez tirando o Anthony Gordon para colocar o Konsa, talvez a substituição mais emblemática dessa Copa do Mundo. O Scaloni tentando ganhar o jogo e o Tuchel tentando não perder o jogo.
Thiago Arantes

PVC lembrou que o próprio Luis de la Fuente já tratou publicamente do risco de partidas que “mudam no final” e disse ver o treinador preparado para lidar com o aumento de pressão nos minutos decisivos.

Ele diz: a gente sabe que a gente tem que ter cuidado porque o jogo fica diferente no final. E a gente ganhava de 5 a 1 da França e terminou 5 a 4. Ele sabe que tem essas nuances no jogo, que são vários jogos dentro de um mesmo jogo, e ele está preparado para isso.
PVC

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