O torneio serviu como vitrine para sistemas de monitoramento
A Copa do Mundo marcou um avanço na aplicação de tecnologias de segurança em grandes eventos esportivos. Além das partidas em campo, o torneio serviu como vitrine para sistemas de monitoramento que combinam inteligência artificial, reconhecimento facial, câmeras inteligentes, mecanismos antidrone e outras ferramentas voltadas ao controle de acesso e à vigilância no entorno dos estádios. No Brasil, parte dessas soluções já integra a rotina das arenas, impulsionada pela obrigatoriedade da biometria facial prevista na Lei Geral do Esporte.
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Durante o Mundial, o reconhecimento facial foi utilizado principalmente para monitorar multidões e reforçar a segurança perimetral. Em sedes como Boston, Miami e Atlanta, também foram planejados sistemas que permitem aos torcedores acessar áreas do estádio e realizar compras utilizando apenas o rosto previamente cadastrado.
Ao mesmo tempo em que amplia os recursos de segurança, a tecnologia também alimenta debates sobre privacidade e os limites da vigilância em eventos de grande porte.
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Brasil amplia uso da biometria facial
Enquanto diferentes países expandem o uso dessas ferramentas, o Brasil já possui uma legislação específica para o reconhecimento facial em estádios. A Lei Geral do Esporte, publicada em junho de 2023, tornou obrigatória a implantação da biometria facial em arenas com capacidade superior a 20 mil pessoas, estabelecendo prazo até 2025 para adequação.
Além de agilizar o acesso dos torcedores, o sistema permite o cruzamento de informações com bases de dados dos órgãos de segurança pública para identificar pessoas com pendências judiciais.
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Em abril de 2026, por exemplo, o sistema Muralha Paulista identificou cinco foragidos da Justiça que tentavam entrar na Neo Química Arena para assistir a um clássico estadual. A plataforma utiliza informações do Banco Nacional de Mandados de Prisão para localizar suspeitos nas imediações dos estádios.
— A tecnologia é uma grande aliada para garantir a segurança nos estádios. No Brasil, essa lógica já é aplicada em arenas com capacidade acima de 20 mil pessoas. Os torcedores utilizam o próprio rosto como forma de ingresso e esse cadastro facial pode ser cruzado com dados do governo federal e sistemas de segurança estaduais — afirma Tironi Paz Ortiz, CEO da “Imply ElevenTickets”.
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Integração amplia monitoramento em tempo real
A empresa fornece soluções de reconhecimento facial para estádios como Beira-Rio, Arena Castelão, Arena da Baixada, São Januário, Monumental Colo-Colo, Casa de Apostas Arena Fonte Nova e Arena Independência.
Segundo Tironi Paz Ortiz, o sistema desenvolvido pela companhia possui acuracidade de 99,9%, enquanto os dados cadastrados permanecem sob responsabilidade dos clubes, que os utilizam para facilitar o acesso dos torcedores e reforçar a segurança das arenas.
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A “Imply” também integrou sua plataforma ao sistema “CORTEX”, do Ministério da Justiça, permitindo que, durante o cadastro, as informações faciais sejam comparadas com documentos oficiais e bases governamentais para validar a identidade dos usuários e reduzir tentativas de fraude.
Outra funcionalidade é a integração entre o reconhecimento facial e os sistemas de CFTV (Circuito Fechado de Televisão), possibilitando o acompanhamento de torcedores em tempo real dentro das arenas.
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— Se determinada pessoa entrou no estádio e há necessidade de saber onde ela está sentada, o sistema integrado ao CFTV consegue indicar o setor, a fileira e a cadeira ocupada. Isso permite localizar exatamente onde o torcedor está caso seja necessária alguma intervenção, ampliando a segurança dentro do estádio — explica Tironi Paz Ortiz.
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