“Estou decepcionado porque, há dois anos, fui chamado para mudar o estilo de jogo do time. ‘Queremos que o Milan se torne dominante, que tenha a posse de bola e jogue no campo adversário’, me disseram. ‘Perfeito’, respondi, ‘é exatamente a minha visão de futebol’. A verdade é que mudar leva tempo e jogar esse tipo de futebol na Itália não é fácil. Para conseguir isso, é preciso, antes de tudo, mudar a mentalidade dos jogadores. Eu estava trilhando esse caminho e, depois de mim, nunca mais vi o Milan exibir a qualidade de jogo demonstrada comigo no banco”.
“Saí muito tranquilo porque fiz de tudo para mudar o Milan. Para defendê-lo. Saí com a consciência tranquila porque sempre coloquei o Milan acima de tudo. Sempre defendi o clube antes dos jogadores, que não são mais importantes do que o Milan. Na Itália, por outro lado, muitas vezes os jogadores ‘pesam’ mais do que o clube. Se alguém, mesmo sendo bom, não merecesse, comigo não jogava.”
“Fui criticado, mas tive a coragem de defender o Milan. Espero que todos tenham entendido que não se pode ter jogadores que não dão tudo pelo Milan. Vi que o Amorim chegou a Milanello e o Cardinale estava lá para recebê-lo. Quando cheguei, não havia ninguém. É difícil partir com sentimentos negativos; trabalhei com pessoas fantásticas. Não estou falando de jogadores ou dirigentes, mas da equipe de Milanello”.
“Tenho uma paixão pela Itália, mas a filosofia de futebol de vocês não se vê em nenhum outro lugar. O futebol bonito não é valorizado, só importa vencer. Mas nunca diga nunca. Passei dois anos maravilhosos em Roma. O time jogou muito bem; na primeira temporada, somamos 70 pontos: só Gasperini superou essa marca.”











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