A comissão de arbitragem quer, em geral, um processo de tomada de decisão mais curto. Não é para os árbitros discutirem interpretação. Se não há evidência, a decisão de campo precisa prevalecer, de acordo com quem comanda a arbitragem.
Pode parecer algo óbvio, mas é um recado de que o órgão quer se livrar de um debate entre os árbitros que por vezes se estende à beira do campo, na área de revisão, ou mesmo dentro das cabines.
A ideia é fazer com que a interferência do VAR seja sempre em lances muito claros de equívocos e não necessariamente em uma zona cinzenta, que não tenha imagens claras para gerar mudança de decisão tomada inicialmente em campo.
“Em vez de procurar o erro, o VAR tem que começar a avaliação dele partindo do ponto de que o árbitro acertou. Com a busca de ângulos e velocidades, se ele não encontrar acerto, ele vai encontrar evidência de erro”, disse o gerente do VAR, Péricles Bassols, que agora também é vice-presidente da comissão de arbitragem comandada por Sandro Meira Ricci.
Na reta final de ajustes e preparativos para a implementação do impedimento semiautomático no Brasileirão, o time VAR ganhou mais uma ferramenta para que debates subjetivos apareçam menos.
A tecnologia vem para trazer uma sensação maior de segurança. De todo modo, o termo semiautomático vem justamente porque ainda é necessária a validação humana para a marcação feita pelo software.









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