Tonda Eckert, treinador principal do Southampton, foi formalmente acusado pela Federação Inglesa de Futebol (FA) de conduta imprópria que lesou a reputação da modalidade, na sequência do escândalo de espionagem que abalou o clube.
A acusação surge depois de o Southampton ter sido expulso da final do play-off do Championship em maio, após admitir ter espiado os treinos de outros clubes. Como consequência, o Middlesbrough, que tinha sido derrotado pelos Saints nas meias-finais, foi readmitido na competição, mas perdeu para o Hull City. O Southampton foi ainda penalizado com uma dedução de quatro pontos para esta época.
A FA confirmou esta quarta-feira que Eckert enfrenta três acusações de violação da Regra E3.1, que exige que «todos os participantes ajam sempre no melhor interesse do jogo». Num comunicado, o organismo detalhou as alegações: «Alega-se que o treinador principal agiu de forma imprópria e/ou lesou a reputação do jogo ao dirigir e/ou autorizar a observação de sessões de treino do Oxford United FC, Ipswich Town FC e Middlesbrough FC antes dos jogos entre estes clubes e o Southampton FC em dezembro de 2025, abril de 2026 e maio de 2026, respetivamente.»
Recorde-se que, durante a audiência que ditou o destino do Southampton, foram reveladas mensagens de WhatsApp incriminatórias de Eckert para os analistas do clube, consideradas particularmente prejudiciais para o caso. Dois desses analistas testemunharam, expressando remorso e afirmando que foram pressionados a realizar as viagens de espionagem.
Por sua vez, o treinador alemão de 33 anos, que passou a maior parte da sua carreira na Alemanha, defendeu-se alegando desconhecer que tal prática era contra as regras em Inglaterra, argumentando que era comum no futebol europeu.
Eckert, que tem agora sete dias para responder às acusações, arrisca uma suspensão que o proibiria de treinar. Embora fontes próximas do Southampton considerem este cenário pouco provável, existe um precedente: nos Jogos Olímpicos de 2024, a selecionadora do Canadá, Bev Priestman, e dois membros da sua equipa técnica foram suspensos por um ano pela FIFA por usarem um drone para espiar a Nova Zelândia.
Em comunicado oficial, o Southampton confirmou ter conhecimento das acusações e manifestou o seu total apoio ao treinador. «O Southampton e o treinador principal da equipa, Tonda Eckert, reconhecem as acusações de hoje da FA relativas a uma violação da Regra E3.1. O Tonda e o clube continuarão a cooperar total e abertamente com a FA. O nosso foco permanece na preparação para a época 2026/27 do Championship. O clube continua a apoiar totalmente o Tonda e a sua equipa enquanto trabalhamos para alcançar a nossa ambição de regressar à Premier League. Não podemos fazer mais comentários enquanto o processo estiver em curso, mas forneceremos uma atualização aos adeptos assim que estivermos em posição de o fazer», pode-se ler.
Club statement on FA charges:
— Southampton FC (@SouthamptonFC) July 22, 2026











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