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- Espanha conquistou seu segundo título mundial ao vencer a Argentina por 1 x 0 na prorrogação, em 19 de julho de 2026, no MetLife Stadium, Nova Jersey, EUA.
- Ferrán Torres marcou o gol decisivo na prorrogação, repetindo a ação de Andrés Iniesta na final de 2010.
- A taça exibida na Federação Espanhola não é a original; ela pertence à FIFA e é emprestada às seleções campeãs apenas durante a premiação e compromissos oficiais.
- A equipe celebrou a vitória no gramado, em Madri e em eventos oficiais, confirmando a Espanha como bicampeã (2010 e 2026).
Pela segunda vez em 16 anos, a Espanha levantou a taça da Copa do Mundo neste último domingo (19). Mas algo que os torcedores não imaginam é que a taça que será exposta na federação espanhola não é a mesma que os jogadores beijaram e exibiram no MetLife Stadium, em Nova Jersey, Estados Unidos. O objeto pertence à Fifa e só fica com as seleções campeãs durante a premiação e compromissos oficiais que seguem o título.
A seleção espanhola teve a taça em mãos na festa no gramado, no retorno a Madri e nas celebrações organizadas na capital da Espanha. Depois que a agenda de comemorações termina, o troféu volta à custódia da entidade. Em troca, a federação campeã recebe uma réplica banhada a ouro, que fica em seu acervo permanente como lembrança da conquista.
Histórico da Espanha em Copas

A Espanha é bicampeã mundial. A Fúria Roja derrotou a Argentina na final da Copa do Mundo de 2026, no domingo (19), no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos. Ferrán Torres marcou na prorrogação e repetiu o roteiro de 2010, quando Andrés Iniesta também deu o título à seleção espanhola tempo extra.
Com a vitória, a Espanha soma dois títulos mundiais: o de 2010, conquistado na África do Sul, e o de 2026, nos Estados Unidos, México e Canadá. O bicampeonato coloca os espanhóis no grupo seleto de seleções com dois ou mais troféus, ao lado de:
- Argentina;
- França;
- Uruguai;
- Alemanha;
- Itália;
- Brasil.
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Roubos da taça
O atual troféu, FIFA World Cup Trophy, não é o primeira a ser erguido em mundiais. Até 1970, a taça era a Jules Rimet, que foi furtada duas vezes.
O primeiro furto, em 1966, durante uma exposição em Londres, pouco antes da Copa daquele ano. O troféu desapareceu e o caso virou escândalo internacional. Quem resolveu o mistério foi um cachorro chamado Pickles, que encontrou a peça embrulhada em jornal e escondida em um jardim no sudeste da capital inglesa. Seu dono, David Corbett, recebeu uma recompensa de cerca de 6 mil libras. Décadas depois, em 2018, soube-se que os ladrões foram os irmãos Sidney e Reg Cugullere, que abandonaram o troféu ao perceberem a repercussão policial.
O segundo furto aconteceu no Brasil, em 1983. Treze anos depois de ganhar a posse definitiva pelo tricampeonato de 1970, a Jules Rimet foi levada da sede da CBF, no Rio de Janeiro. A investigação apontou que o plano partiu de um funcionário da própria entidade, Sérgio Peralta. Os criminosos renderam o vigia e um ourives argentino, Juan Carlos Hernandez, teria recebido a peça. A principal hipótese é que o troféu tenha sido derretido, transformado em barras de ouro e vendido ilegalmente.
A taça nunca foi recuperada. Em 2015, partes da base original reapareceram e foram levadas ao Museu da Fifa, em Zurique, na Suíça.
Os dois modelos da taça

A primeira versão, batizada de Jules Rimet em 1946, foi criada pelo escultor francês Abel Lafleur para a Copa de 1930 e representava Nice, a deusa grega da vitória. A Fifa criou a regra de que o país tricampeão teria a posse definitiva do troféu. O Brasil foi o primeiro e único a conseguir, em 1970.
Com a Jules Rimet em poder brasileiro, a Fifa encomendou um novo troféu, que estreou em 1974. A taça atual mostra duas figuras humanas sustentando o planeta Terra, tem 36,8 centímetros de altura e pesa 6,175 quilos. É feita de ouro 18 quilates com duas faixas de malaquita na base. É oca, se fosse maciça, pesaria entre 70 e 80 quilos. A Fifa mudou a regra depois do furto em 1983: nenhuma seleção terá a posse definitiva, não importa quantos títulos conquiste. A peça original pertence à entidade e os campeões recebem uma réplica banhada a ouro.
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