Arnaldo Ribeiro destacou que o risco é normalizar a lógica do “eu tenho, posso pagar”. Para ele, o ponto central é avaliar se o valor faz sentido no mercado e o que acontece quando clubes entram numa espiral de gasto. O comentarista citou a crise recente do Barcelona como exemplo.
Eu acho bem relativo essa coisa de ‘eu tenho, então posso pagar quanto for’. A gente pode analisar também se o preço é um preço adequado de mercado ou se é um preço acima do mercado, como é o caso.
Arnaldo Ribeiro
José Trajano disse ver exagero no tamanho que a negociação ganhou e estranhou o valor colocado pelo Palmeiras por um jogador que, na avaliação dele, não é para tudo isso.
O que me espanta é que o Danilo se tornou, de repente, o maior nome do futebol brasileiro. Ele é um jogador de porte médio, é um bom jogador, mas de porte médio. Me causa estranheza esse interesse do Palmeiras. O que cá entre nós é muito dinheiro.
José Trajano
Mauro Cezar Pereira disse que, do lado do Botafogo, a reação foi de resistência a uma pressão externa — e de parte da imprensa — pela saída do atleta. Para ele, o clube não tem obrigação de negociar Danilo com um rival nacional.
Se o Botafogo está devendo o Danilo, ele entra na Justiça contra o Botafogo. Se o Botafogo não está devendo, não é obrigado a vender o Danilo, gente. Ninguém é obrigado a vender ninguém. Se tem um contrato em vigor, se estiver honrando seus compromissos, aí é a questão do Danilo e do Botafogo.
Mauro Cezar Pereira










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