Público lota estádios, craques encerram ciclos e a regra do futebol é mexida
NEW YORK, NY (EUA) – A maior Copa do Mundo de todos os tempos se encerrou nesse domingo (19) com recordes batidos, despedidas de craques que marcaram uma geração, polêmicas envolvendo a proximidade do presidente da Fifa, Gianni Infantino, e dos Estados Unidos, Donald Trump, e algumas mudanças no futebol para agradar um país que é especialista em transformar esporte em espetáculo — e também em negócio.
➡️Espanha domina, bate a Argentina e conquista o bi da Copa do Mundo
Foi a última Copa do Mundo de Lionel Messi, de Cristiano Ronaldo e de Neymar Jr, os três jogadores mais badalados das últimas décadas. Messi foi o grande responsável por conduzir a Argentina a mais uma decisão, Cristiano Ronaldo se tornou o primeiro da história a marcar gols em seis Mundiais, e Neymar marcou em seu último lance numa Copa o gol de número 80 pela Seleção Brasileira.
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Com 48 seleções e 104 jogos, maior número de todos os tempos, o total de gols marcados também estabeleceu um novo recorde: foram 308, média de 2,96 por partida, a maior desde a Copa do Mundo de 1970.
E foi também um torneio de muitos pênaltis desperdiçados. Ao todo, 61 cobranças foram executadas contando tempo normal, prorrogação e decisão por penalidades; desses, apenas 40 se transformaram em gol, índice mais baixo desde 1966.
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Copa do Mundo teve ingresso caro e mudanças de regras básicas
Desde antes de iniciar a competição, uma crítica recorrente dizia respeito ao preço dos ingressos. A Fifa estabeleceu uma tabela dinâmica, em que o valor das entradas aumentava conforme a demanda. Com isso, não foi difícil encontrar ingressos para a Copa do Mundo sendo vendidos por dezenas de milhares de dólares.
Mas isso não impediu que o Mundial de 2026 tivesse praticamente todos os jogos com capacidade máxima de torcedores. Ao todo, o público atingiu a marca de 6,8 milhões de espectadores, quase o dobro do recorde anterior, registrado também num Mundial nos Estados Unidos — em 1994, 3,58 milhões de torcedores assistiram à Copa nos estádios.
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Houve também polêmicas. A principal delas envolveu um pedido de Donald Trump a Infantino para que fosse revista a suspensão do atacante Folarin Balogun, da seleção norte-americana, expulso na partida da segunda fase diante da Bósnia e Herzegovina. A Fifa acabou mantendo a expulsão, mas “suspendeu a suspensão”, e Balogun pode atuar no jogo das oitavas, contra a Bélgica.
A Copa do Mundo também foi marcada pelas, oficialmente, “pausas para hidratação”.O intervalo de três minutos acontecia na metade de cada um dos tempos, o que na prática fez o jogo de futebol virar uma partida de quatro períodos. A pausa da hidratação também serviu para as emissoras detentoras de direitos venderam espaço extra de publicidade.
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Por fim, o jogo mais importante da Copa do Mundo, a decisão desse domingo entre Espanha e Argentina, descumpriu uma regra básica do jogo: a do intervalo de 15 minutos. Por causa de uma série de apresentações, os jogadores ficaram cerca de 25 minutos nos vestiários.
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