Felipe Lima, o avançado que chega da Libertadores Sub-20 para dar velocidade à Liga 2 do Benfica


Reparem no percurso, porque diz muito. Felipe de Almeida Lima nasceu em abril de 2006, cresceu nos escalões de formação do Flamengo e chega agora ao Benfica por empréstimo válido até ao final da época 2026/27, com opção de compra à mistura. Vinte anos, avançado, e já com estrada feita. É deste tipo de aposta que se fala quando o clube olha para o futuro sem descuidar o presente.

E o presente dele foi produtivo. Na última temporada repartiu-se entre a equipa B e a principal do Alverca, e os números não deixam dúvidas sobre o faro de golo, 14 golos em 23 jogos no Campeonato de Portugal, mais seis presenças na Primeira Liga pela equipa principal. Traduzindo, o rapaz marca. Muito.

Antes disto, a escola brasileira. No Flamengo conquistou uma Copa Libertadores Sub-20, e é aí que ele coloca uma das suas maiores mais-valias, saber lidar com a pressão de vestir a camisola de um grande. Diz que já viveu essa realidade e que isso o deixa tranquilo. Numa casa como o Benfica, esse à-vontade vale ouro.

Deixem-me sublinhar o autorretrato que fez de si próprio, porque é revelador do perfil. Rápido, bom finalizador, aplicado na pressão e na marcação, e com uma garra que resume numa frase que fica, para ele não existe bola perdida. É esse tipo de atacante que faz o Benfica Campus valer a pena, e ele próprio ficou impressionado com as condições que encontrou, uma estrutura, nas palavras dele, fora do comum.

O objetivo que traçou é simples e sem rodeios, dar o máximo nos treinos e nos jogos, marcar golos como marcou na época passada e deixar boa impressão. A Liga 2 será o palco, com adversários de qualidade e a exigência que ele diz procurar para crescer. E não esqueceu os adeptos, pediu carinho e prometeu retribuir dentro das quatro linhas. Recado registado.



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