NORUEGA: Líderes técnicos da melhor seleção que a Noruega já montou, Martin Odegaard (Arsenal) e Erling Haaland (Manchester City) têm idade suficiente para continuar no auge daqui a quatro anos. Já os pontas Antonio Nusa (RB Leipzig), Oscar Bobb (Fulham) e Andreas Schjelderup (Benfica) devem estar ainda melhores na Copa-2030. Ou seja, o poder de fogo nórdico está praticamente garantido. Dos jogadores que não estiveram no Mundial, merece destaque o meia Sverre Nypan, de 19 anos, que tem vínculo com o City e vai disputar a temporada 2026/27 emprestado ao Lommel, da Bélgica.
MARROCOS: Atual campeã mundial sub-20, tem feito um trabalho de renovação bem forte e deve permanecer em alta ainda por um bom tempo. A tendência para o novo ciclo é que Ayyoub Bouaddi (Lille) e Ismael Saibari (Bayern de Munique) cresçam de relevância no cenário internacional e passem a dividir o protagonismo com Achraf Hakimi (Paris Saint-Germain) e Brahim Díaz (Real Madrid). Outra aposta marroquina para 2030 é o meia-atacante Othmane Maamma (Watford), eleito o craque do último Mundial sub-20. Para não dizer que não há problemas pela frente, o goleiro Bounou (Al-Hilal) já tem 35 anos e nenhum substituto de nível sequer parecido à vista.
HOLANDA: Virgil van Dijk (35), Denzel Dumfries (30), Memphis Depay (32). Parte considerável do eixo de sustentação da seleção holandesa nos últimos anos dificilmente terá condições de chegar em alto nível na próxima Copa. E o que preocupa a equipe laranja é a escassez de nomes na nova geração que possam atingir o mesmo patamar desses astros. Xavi Simons, que era a principal aposta de próximo grande craque da Holanda, tem patinado e não consegue deslanchar no Tottenham. O ponta Crysencio Summerville, que fez ótima Copa e era um possível nome para chegar a um dos grandes clubes europeus, preferiu trocar o West Ham pelo Al-Hilal, da Arábia Saudita.
JAPÃO: A grande dúvida nipônica para o novo ciclo diz respeito a como a seleção irá reagir à saída de Hajime Moriyasu. O técnico que transformou o Japão em uma equipe capaz de bater de frente com qualquer adversário deixará a equipe no próximo ano, logo após a Copa da Ásia, depois de quase uma década de trabalho. É verdade que a escolha do seu substituto (Go Oiwa, treinador da seleção olímpica) indica uma continuidade. Mas resta saber se ela ficará só no campo das ideias ou se chegará ao mundo real. Os jogadores japoneses mais talentosos, como Ayase Ueda (Feyenoord), Take Kubo (Real Sociedad), Daizen Maeda (Celtic) e Daichi Kamada (Crystal Palace), ainda “aguentam” mais uma Copa. Por isso, a incerteza é mesmo de ordem tática na construção do grupo.
URUGUAI: A decepcionante campanha uruguaia na Copa-2026 não parece ter sido um fato isolado. Depois do fim da geração de Luis Suárez e Edinson Cavani, a Celeste Olímpica sofre hoje com dificuldade para emplacar seus melhores nomes nos clubes de ponta da Europa e depende demais de atletas que atuam no continente americano, normalmente no Brasil, na Argentina, no México ou nos Estados Unidos. Ao longo dos próximos anos, caberá ao capitão Federico Valverde, que furou essa bolha e defende o Real Madrid, a tarefa hercúlea de manter o Uruguai como uma seleção respeitada. As poucas esperanças de renovação charrúa atendem pelos nomes de Álvaro Rodríguez, centroavante formado no Real e que acabou de ser contratado pelo Bournemouth, e Santiago Mouriño, lateral-direito do Villarreal.
COLÔMBIA: Depois de mais de uma década jogando em função de James Rodríguez, a seleção colombiana terá de encontrar uma nova forma de ser competitiva. Afinal, o camisa 10, que já vem se arrastando no futebol de clubes há um bom tempo, já terá 39 anos na próxima Copa. Para piorar, seu substituto direto, Juanfer Quintero, é apenas dois anos mais novo. Um possível candidato para herdar essa vaga é Jorge Carrascal, do Flamengo. Só que o rubro-negro é um jogador mais agressivo e que dita menos o ritmo da partida do que o atual capitão cafetero. Vários outros nomes da espinha dorsal colombiana chegarão ao Mundial-2030 já com 33 anos ou mais: Davinson Sánchez, Daniel Muñoz, Jefferson Lerma, Luis Díaz. Ou seja, trata-se de uma base bem envelhecida.










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