Andrea Pirlo não será o novo técnico da seleção italiana de futebol. O ex-meio-campista confirmou a informação nesta segunda-feira (27), por meio de um story no Instagram, no qual afirmou ter sido informado, na noite anterior, de que não era mais candidato ao cargo. “Nos últimos dias, assisti com grande amargura ao debate que se desenvolveu em torno do meu nome e da possibilidade de assumir o papel de comissário técnico da seleção italiana”, escreveu Pirlo, acrescentando que optara por manter silêncio “por respeito às instituições, à federação e a todas as pessoas envolvidas”.
Segundo o jornal Corriere della Sera, a decisão partiu do presidente da Federação Italiana de Futebol (FIGC), Giovanni Malagò, que teria sido categórico ao afastar o nome de Pirlo: a exclusão não teria motivação técnica, mas de “oportunidade”.
A publicação também informou que a dupla responsável por indicar Pirlo ao cargo – o diretor técnico Paolo Maldini e o assessor Leonardo – ficou furiosa com o desfecho. O caso que motivou o veto envolve o contrato de Pirlo como embaixador global da Fonbet, casa de apostas esportivas russa, firmado em outubro de 2025.
A colaboração, segundo o técnico, nasceu no contexto de seu trabalho nos Emirados Árabes Unidos, onde comanda o United FC, e teria caráter estritamente comercial e esportivo.
Ainda assim, a ligação com uma empresa russa gerou forte reação política na Itália, incluindo críticas do ministro do Esporte, Andrea Abodi.
A Gazzetta dello Sport também deu destaque ao caso antes da confirmação oficial, com a manchete “Um caso trava a assinatura do técnico: Pirlo, sombras russas”, citando que Malagò buscava esclarecer a relação com a Fonbet e que os advogados de Pirlo já sinalizavam romper o acordo com o patrocinador e com o clube emiradense.
Em sua mensagem, Pirlo agradeceu a Maldini e Leonardo “pela estima e confiança demonstradas” e afirmou que “o amor pela Itália não depende de um cargo”. Ele negou qualquer conotação política ao contrato com a Fonbet.
Com a saída de Pirlo do páreo, os nomes mais cotados para assumir a seleção voltam a ser os de Roberto Mancini e Antonio Conte, enquanto Silvio Baldini segue como técnico interino. A nomeação de Pirlo deveria ter sido formalizada no Conselho Federal da FIGC nesta terça-feira (28).














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