Impedimento semiautomático do Brasileirão não é igual ao da Copa


No modelo da Genius, o VAR tem o dever de validar as indicações da ferramenta. E o ponto de contato é um dos elementos já trazidos automaticamente e compõem a decisão final humana. Depois disso, o árbitro de vídeo comunica a quem está no campo a decisão sobre o lance factual.

As câmeras no Brasileirão captam 100 frames por segundo. Na Copa, eram 50.

“Se você identifica o momento que a bola sai do pé do jogador e a posição do atacante, você sabe se ele está impedido ou não. Não tem segredo. A gente consegue precisamente determinar se está impedido ou não”, acrescenta Buso.

E a CBF?

Em nota, a CBF explicou que “o termo ‘semiautomático’ refere-se, exclusivamente, à etapa de validação. A equipe de arbitragem de vídeo não recalcula, não redesenha linhas e não decide o posicionamento dos jogadores: sua função é conferir e confirmar aquilo que a tecnologia já produziu”.

A entidade ponderou que, “em situações muito raras, como oclusões parciais, jogadores ocupando praticamente o mesmo espaço ou lances que exigem interpretação, o VAR pode avançar ou retroceder um quadro para assegurar que o ponto de contato capturado corresponde exatamente ao momento do passe. Trata-se de um ajuste pontual de precisão, e não de uma alteração de critério ou de resultado. Nenhuma situação assim aconteceu na 20ª rodada do Brasileirão”.





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