FIFA quer vender direitos comerciais da copa do mundo para lucrar milhões


O plano do presidente da FIFA, Gianni Infantino, para a venda da Copa do Mundo está a gerar ondas significativas no mundo do futebol. A proposta, que surgiu antes da final da Copa do Mundo de 2026, destaca a ambição de Infantino em “libertar o potencial comercial e as oportunidades que a FIFA possui”. Este movimento ousado promete transformar a forma como o futebol é gerido a nível global.

Infantino anunciou a criação de uma nova entidade, designada por FIFA Forward Enterprise (FFE), que será responsável pela consolidação das operações comerciais e de eventos da FIFA, incluindo as Copas do Mundo masculina e feminina, bem como as versões expandidas das Copas do Mundo de Clubes. A FIFA já valorizou esta empresa em 20 mil milhões de dólares, com a intenção de vender ações a investidores privados, cuja receita será redistribuída entre as associações-membro para acelerar o crescimento do jogo.

Apesar da controvérsia que rodeia a sua gestão, Infantino, que se prepara para se candidatar a um novo mandato até 2031, poderá vir a liderar a FFE após o seu tempo à frente da FIFA. O jornal The Times sugere que ele poderá receber um salário anual comparável ao de Roger Goodell, com valores a rondar os 64 milhões de dólares. A FIFA, por sua vez, afirma que o papel exacto de Infantino na nova empresa nunca foi discutido, mas reforçou que ele e a administração da FIFA terão papéis de liderança na FFE.

Os investidores que entrarão neste projeto incluem a Thrive Eternal, uma firma de capital de risco liderada por Joshua Kushner, que é irmão do genro do ex-presidente dos EUA, Donald Trump. A FIFA também revelou que consultou figuras ligadas à administração Trump sobre a proposta. Além disso, o banco norte-americano J.P. Morgan e a consultoria OpenEconomics farão parte deste grupo de investidores. A FIFA assegurou que manterá o controle total da nova entidade, enquanto os investidores externos deterão apenas investimentos minoritários e não controladores.

O objetivo da FIFA é arrecadar 4,2 mil milhões de dólares através de investidores como a Thrive Eternal, o que representaria uma participação de 21% na FFE. Este movimento pode trazer benefícios significativos para as 211 associações-membro da FIFA, que poderão ver uma parte dos lucros, embora os detalhes específicos sobre a repartição ainda não tenham sido divulgados. A proposta de Infantino poderá, assim, mudar radicalmente o panorama financeiro do futebol mundial, mas também levanta questões sobre a influência de investidores e a comercialização do desporto.



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