Para investidores institucionais, o apelo do BTC reside no ambiente estável e sem permissões da rede. Esse mesmo apelo pode ser prejudicado caso a nova proposta seja implementada, argumenta Saylor.
O BIP 110 poderia criar um “efeito de desestímulo” para desenvolvedores e inovação, explicou, acrescentando que se o alvo de hoje é o armazenamento de dados, o alvo de amanhã poderia ser ferramentas de privacidade, soluções inovadoras de custódia ou aplicações corporativas.
Além disso, Saylor alerta para as consequências econômicas adversas. Ao suprimir determinados usos da rede, a demanda agregada por taxas pode diminuir. Em um cenário no qual o subsídio do bloco continua a ser reduzido pela metade, a menor receita proveniente das taxas pode enfraquecer o incentivo dos mineradores a comprometer poder de hash, comprometendo, em última instância, a segurança do Bitcoin.
Guardas da neutralidade
Em vez de alterar o código subjacente, Saylor sugere que ferramentas melhores já existem para gerenciar a capacidade da rede.
Ele observa que as taxas baseadas no mercado e as políticas individuais de retransmissão são os locais adequados para tratar do “spam” sem alterar as sagradas regras de consenso.
Em termos simples, Saylor argumenta que, se alguém não gosta de spam, deve configurar sua própria nota para que ela não o retransmita (política de retransmissão), ou permitir que usuários de spam sejam eliminados pelo aumento dos custos (taxas de mercado), em vez de modificar as regras fundamentais da blockchain para todos.










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