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- Carlo Ancelotti, técnico da Seleção brasileira, declarou em entrevista ao Globoesporte que encerra a fase de jogadores acima de 30 anos, como Neymar, Casemiro e Danilo.
- O treinador prometeu montar um time novo para a Copa América de 2028, iniciando o mapeamento de atletas agora, e não para 2030.
- Alguns veteranos, como o zagueiro Marquinhos, permanecerão no projeto, apesar da renovação da maioria do elenco.
- A formação de 2028 será combinada com os destaques da Olimpíada do mesmo ano, criando a base da seleção para a Copa de 2030, seguindo modelo usado pela Espanha.
Um novo Brasil na Copa América de 2028. Foi o que prometeu Carlo Ancelotti, em entrevista hoje ao Globoesporte. Ele decretou o fim de ciclo para jogadores com mais de 30 anos e citou Neymar, Casemiro e Danilo como exemplo. “Com esta Copa, termina uma geração de jogadores importantes, começando por Neymar, Danilo e Casemiro”, afirmou. “Vamos mapear novos jogadores não para 2030, mas para a Copa América de 2028”, completou.
Não será uma mudança total, entretanto. “Não vamos trocar os 26 que estiveram na Copa, vamos manter alguns jogadores que podem seguir com a linha de trabalho, como Marquinhos, por exemplo”, disse, referind0-se ao zagueiro que já disputou três Mundiais e nunca foi um grande destaque.
O time da Copa América, se tudo der certo, será mesclado com os jogadores que se destacarem na Olimpíada, também em 2028, podendo sair daí a base de 2030. Algo parecido com a Espanha, que tinha oito campeões olímpicos de 2024 na conquista do Mundial de 2026.
Ancelotti foi sincero e reconheceu erros, contra a Noruega. “Até a parada de hidratação, o segundo tempo, a equipe estava bem colocada em campo. A autocrítica que eu faço é que mudei a estrutura do time e depois, perdemos o controle do jogo, pelo lado. Com a entrada do Neymar, eu esperava retomar o controle do jogo, com mais qualidade na frente, para vencer.”
Ele faltou também sobre a Noruega ter mais posse de bola. “A maioria da posse de bola da Noruega foi em seu campo, porque o Odegaard recuava. Não acho que ter a posse de bola seja tão importante. A Espanha ganhou com posse de bola, mas ela tem sete meio-campistas top no mundo: Fabián, Rodri, Pedri, Olmo, Zubimendi, Merino e Gavi. Com o Brasil, é diferente. Quando um time tem na frente Endrick, Vinicíus Jr e Estevão (aqui, ele está dando uma indicação de como será o novo time), que atacam a profundidade, tem que fazer um jogo mais vertical que o adversário. Não é o caso da Espanha, que só tem o Yamal com esta característica”.
Ancelotti descartou que tivesse escalado Neymar e Endrick atendendo um clamor popular, disse que nunca faria isso, que não se importa com as críticas, que elas o deixam mais motivado, lamentou as contusões de Militão e Estevão e disse ainda que Luís Henrique continuará tendo oportunidades na seleção.









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