O ministério chinês manifestou o grande descontentamento e a oposição de Pequim à actualização, no passado dia 23 de Julho, da chamada «lista 1286» de instituições estrangeiras de investigação e ensino superior envolvidas em actividades que o Pentágono considera de risco para a segurança nacional dos EUA.
A tutela afirmou que os Estados Unidos têm ampliado constantemente o conceito de segurança nacional, erguido barreiras discriminatórias e politizado, instrumentalizado e utilizado como arma a cooperação na investigação científica, refere a Xinhua.
As acções norte-americanas minam o intercâmbio e a cooperação entre as comunidades científicas dos dois países, e contrariam a tendência global de colaboração internacional na inovação científica e tecnológica, denunciou um representante do ministério.
Washington deve parar com as «acusações infundadas» contra as instituições de investigação chinesas e garantir-lhes um tratamento «justo, equitativo e não discriminatório», defendeu o ministério, frisando que a China irá tomar as medidas necessárias para proteger os direitos e interesses legítimos das suas entidades de investigação.
China insta EUA a revogar tarifas unilaterais
O Ministério chinês do Comércio já se havia posicionado esta semana sobre medidas tomadas por Washington, ao instar os Estados Unidos a revogar inteiramente as medidas tarifárias unilaterais que impuseram sob o pretexto do chamado «trabalho forçado».
As declarações foram proferidas por um representante do ministério em resposta a uma questão colocada pela imprensa esta segunda-feira sobre a imposição recente, pelos EUA, de tarifas adicionais, no âmbito da chamada «Secção 301», a 60 países, incluindo a China, na sequência de uma investigação relacionada com «trabalho forçado».
O porta-voz explicou que a China sempre se opôs ao trabalho forçado e está determinada a prevenir e combater essa prática, tendo para esse efeito criado «uma legislação laboral e uma estrutura regulatória abrangentes».
Em contrapartida, os Estados Unidos ainda não ratificaram a Convenção sobre o Trabalho Forçado de 1930, adoptada em 1932, e há muito que manipulam a questão, disse o representante ministerial, sublinhando que a imposição de tarifas unilaterais com esse pretexto e ao abrigo da «Secção 301» constitui um «acto típico de unilateralismo e proteccionismo, ao qual a China se opõe firmemente», indica a Xinhua.
Reiterando que os EUA devem «corrigir as suas práticas erradas e revogar totalmente as medidas tarifárias unilaterais em questão», o porta-voz disse que o seu país vai continuar a seguir de perto e a avaliar as medidas subsequentes da parte norte-americana, reservando-se o direito de tomar todas as medidas necessárias.
As duas partes «devem continuar a expandir a cooperação», de modo a contribuir para «a construção de uma relação bilateral construtiva de estabilidade estratégica», apontou, manifestando, em simultâneo, a disposição da China para prosseguir o diálogo e as consultas com os Estados Unidos, tendo por base o respeito mútuo, a igualdade e o benefício mútuo.











Leave a Reply