O volume de venda de resinas da Braskem no mercado brasileiro somou 763 mil toneladas no segundo trimestre de 2026, uma queda de 8% na comparação anual, segundo relatório de produção e vendas divulgado nesta quinta-feira (30).
A queda no volume doméstico de vendas, segundo a companhia, é explicada pelo menor volume de vendas de polietileno (-9%) e de polipropileno (-5%), explicados pelo maior volume de importados no período. Além disso, o volume de policloreto de vinila (PVC) caiu 2% na comparação anual, variação explicada pela gestão de estoques na cadeia de transformação.
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As exportações de resinas caíram 23% em um ano, a 175 mil toneladas, principalmente em função do menor volume de exportações de polietileno.
As vendas dos principais químicos no Brasil tiveram retração de 5% na base anual, para 598 mil toneladas, enquanto vendas de químicos para exportação aumentaram 55%, para 60 mil toneladas.
“No segundo trimestre de 2026, o cenário macroeconômico global permaneceu volátil em razão do conflito no Oriente Médio, que restringiu a oferta de matérias-primas globalmente e elevou os preços do petróleo e, como consequência, da nafta no mercado internacional”, afirma a companhia, em comunicado ao mercado.
A taxa de utilização das usinas da Braskem no Brasil no segundo trimestre caiu quatro pontos percentuais, a 70%, devido à menor produção na central petroquímica do Rio de Janeiro, explicada pela menor disponibilidade de matéria-prima, e na central petroquímica do Rio Grande do Sul, justificada pela adequação dos níveis de produção frente a uma menor demanda entre os períodos.
Em suas operações nos Estados Unidos e na Europa, a Braskem vendeu 499 mil toneladas de produtos, queda de 1% na comparação anual. Já na Braskem Idesa, no México, as vendas recuaram 20%, a 125 mil toneladas.
A companhia também viu uma alta generalizada nos “spreads” (diferença entre o preço de venda final e o custo da matéria-prima) dos produtos petroquímicos durante o trimestre encerrado em junho, tanto em base anual quanto na sequencial, como reflexo ao cenário de restrições de matéria-prima devido ao conflito no Oriente Médio.
A Braskem ainda destaca que o ambiente global permanece sujeito a tensões geopolíticas em regiões estratégicas, com destaque para o Oriente Médio, o que tem gerado volatilidade nos preços de petróleo e insumos petroquímicos, impactando os preços internacionais de resinas e de produtos químicos vendidos pela indústria e pela companhia, além de incertezas quanto a eventuais restrições logísticas. A companhia diz que tem acompanhado os potenciais impactos associados a esses eventos, avaliando seus reflexos sobre a condução de suas operações.
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