A menos de um ano da Copa do Mundo Feminina de 2027, o aumento do interesse do público e a expectativa de impacto econômico começam a ampliar a movimentação das marcas em torno da competição. Coca-Cola, Rexona, Petrobras e Monange estão entre as empresas que anunciaram novas ações no futebol feminino.
As buscas no Google pelo torneio dobraram em julho ante junho, segundo dados do Google Trends, e um estudo da Fundação Getulio Vargas encomendado pela Embratur estima que o evento movimentará R$ 8,8 bilhões no Brasil.
O levantamento da FGV projeta ainda acréscimo de R$ 3,8 bilhões ao Produto Interno Bruto (PIB), equivalente a 0,03% da economia brasileira, com base nos dados de 2025. A realização do torneio deve gerar 73,7 mil postos de trabalho diretos e indiretos, distribuir R$ 4,5 bilhões em rendimentos, entre salários e lucros, e resultar em arrecadação tributária de R$ 928 milhões, segundo o estudo.
A campanha mais recente relacionada ao torneio feminino foi lançada nesta quinta-feira (30) pela Rexona, marca da Unilever. Em um vídeo de tom bem-humorado, Ronaldo Fenômeno pede um autógrafo à jogadora Marta, que reage: “Até você?”. Em seguida, ela afirma que “um 9 sem um 10 não dá”, em referência aos números das camisas usadas pelos dois atletas em campo.
A campanha marca a transição da comunicação da Rexona entre a Copa do Mundo masculina, protagonizada por Ronaldo, e o torneio feminino do próximo ano, no qual Marta, maior artilheira da história da seleção brasileira, passa a ocupar o centro das ações da marca no Brasil.
Na semana anterior, a marca de desodorantes já havia divulgado um filme gravado na Times Square, em Nova York, que revisitou momentos da trajetória de Marta, com a mensagem “O Último Suor Começa Agora”. A Unilever é patrocinadora do torneio mundial com Rexona e Dove.
Presente na Copa do Mundo Feminina desde a primeira edição, em 1991, a Coca-Cola ampliou sua atuação também nas competições nacionais. Na última sexta-feira (24), a empresa anunciou o patrocínio ao Brasileirão Feminino A1, além das Séries A e B do Campeonato Brasileiro masculino e da Copa do Brasil, em um acordo válido até o fim da temporada de 2027. O contrato prevê inserções em painéis de LED, placas nos estádios e espaços usados em entrevistas, além da produção de conteúdo digital e de ações específicas nas competições femininas.
A companhia também será patrocinadora do Mundial feminino de 2027 com a marca de refrigerantes Coca-Cola e a de isotônicos Powerade.
“Para nós, a competição representa uma oportunidade de manter o futebol feminino em evidência ao longo de toda a temporada, ampliando a visibilidade das atletas, aproximando novos públicos e fortalecendo a conexão dos brasileiros com a modalidade na jornada rumo à Copa do Mundo Feminina”, afirmou ao Valor a diretora sênior de marketing da Coca-Cola no Brasil, Raquel Ribeiro.
A diretora disse ainda que novas iniciativas serão apresentadas nos próximos meses. “Nosso objetivo é ampliar essa paixão e contribuir para que ela se torne um movimento cultural cada vez mais presente no cotidiano dos brasileiros”.
A movimentação em torno do futebol feminino alcança ainda os campeonatos nacionais. A Petrobras renovou até o fim de 2027 a parceria mantida desde 2024 com a Federação Paulista de Futebol e adquiriu os direitos de nome do Campeonato Paulista Feminino e da Copinha Feminina.
Com o novo acordo, as competições passam a ser chamadas de “Paulistão Feminino Petrobras” e “Copinha Feminina Petrobras”. A parceria inclui patrocínio à Copa Paulista, a Taça Paulistana e os Campeonatos Paulistas Sub-15, Sub-17 e Sub-20. O contrato prevê exposição da marca nos estádios, transmissões, plataformas digitais e premiações.
Já a Monange, marca de cosméticos e cuidados pessoais da Coty, anunciou, no dia 20, o patrocínio ao Campeonato Brasileiro Feminino e à Copa do Brasil Feminina. O acordo terá duração de quatro meses e prevê ativações durante as partidas e nas plataformas digitais. Essa será a estreia da fabricante no patrocínio ao futebol feminino.
“O futebol feminino tem se tornado um produto cada vez mais atrativo e sólido. A chegada de uma grande marca como a Monange só reforça o quanto a modalidade está ainda mais forte e em franco crescimento no mundo, com o Brasil exercendo um importante papel na linha de frente desse desenvolvimento”, afirmou, em nota, a executiva da FSports, empresa detentora dos direitos comerciais das competições no país, Ruskaya Zanini.











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