Há mais do que um Mundo de diferença entre o Benfica, o 18.º do ranking da UEFA, e o St. Gallen, o 228.º dessa hierarquia, e nada mais natural e previsível haveria do que a águia carimbar com facilidade o apuramento para a 3.ª pré-eliminatória da Liga Europa, competição onde, pelo estatuto e pergaminhos do clube, está obrigada a ir muito longe. De anormal nesta eliminatória só o facto de, graças ao horrível jogo na Suíça, o apuramento não ter sido limpinho, mas a goleada de ontem, ainda que por números demasiado largos face ao que o Benfica produziu por conta própria, serviu como um muito necessário balão de oxigénio. No Benfica não há tempo, é certo, mas um trambolhão para a desprestigiante Liga Conferência seria golpe demasiado forte e do qual dificilmente a equipa e Marco Silva recuperariam.
A primeira parte foi mais repartida do que o treinador desejaria e sentiu-se, durante largos minutos, o nervosinho na Luz. Sem bola, a equipa desorganiza-se com facilidade e é lenta a reagrupar-se para defender. Em posse, os processos ainda não estão afinados e, demasiadas vezes até ao intervalo, o Benfica recorreu ao pontapé de Lenglet para a frente após procura de linhas de passe sem sucesso para construção eficaz no primeiro terço. Na segunda parte, e sobretudo após a expulsão de Stanic (57′), o jogo partiu de vez e a diferença nas individualidades veio ao de cima.
a integração dos mundialistas, a tendência será, claro está, melhorar. O critério de Aursnes e Schjelderup levará a equipa para outro nível em posse e o modelo de Marco Silva implora por um ‘6’ que Manu Silva e Enzo não são. Palhinha cairia que nem uma luva, é verdade, mas até quando irá o Benfica esperar que o Bayern e o médio português se decidam? Há um mês de mercado pela frente e o sucesso do Benfica na época poderá depender dele, porque na próxima semana começarão as semanas com jogos de três em três dias e falta qualidade.
Trubin, que não transmite segurança, vai continuar? Dahl será o lateral titular no lado esquerdo? Quanto tempo mais demorará o substituto de António Silva a chegar, depois de o treinador não ter escondido que gostaria que o central continuasse? Schjelderup fica? Sai? E se sair, é Kaminski o escolhido para o lugar? É que, se for esse o caso, a amostra do polaco para ser o dono da titularidade é, até ver, curta.
São demasiadas inquietudes para Marco Silva trabalhar com a época em andamento, mas ontem, pelo menos, comprou alguma paz.










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