Definitivamente, a paz parece estar longe de voltar ao mundo do futebol. As divisões prosseguem e o clima continua agitado, mesmo após o presidente da Fifa, Gianni Infantino, publicar um comunicado anunciando que tinha abandonado o seu plano de criar uma empresa comercial para vender uma parte das competições da entidade, entre elas a Copa do Mundo, para investidores privados.
Na manhã deste sábado, dia 1° de agosto, a Uefa, entidade que reúne as confederações de futebol da Europa, com 55 países, voltou a bater forte no cartola ao divulgar um outro comunicado em sua conta no Instagram. Depois de saudar o recuo da Fifa e “agradecer a torcedores, ligas, clubes, jogadores, indivíduos, associações e confederações que se opuseram ao projeto de Infantino, bem como aos muitos primeiros-ministros, chefes de Estado e comentaristas que demonstraram que o futebol não está à venda”, a Uefa deixou claro que mudanças na governança da entidade que rege o futebol mundial terão de acontecer nas próximas eleições, marcadas para março de 2027, no Marrocos.
“Não podemos continuar assim, com projetos secretos tramitando em prazos acelerados, arquitetados por pessoas sem rosto e de benefícios duvidosos para o futebol. Precisamos identificar os responsáveis e responsabilizá-los”, diz o comunicado. Na opinião da Uefa, “a atual liderança da Fifa perdeu a confiança”. Houve uma gritaria quase generalizada contra a intenção de Infantino em vender ações da Copa para pessoas “amigas”. CBF e Conmebol não se manifestaram sobre o caso.
Comunicado pesado da Uefa
“É correto que, nos próximos dias e semanas, a Uefa trabalhe com suas associações e em estreita cooperação com outras confederações para refletir sobre como isso aconteceu e elaborar um plano para garantir que não se repita. Essa revisão deve ser completa e fundamental. Nenhuma opção deve ser descartada. A atual direção da Fifa não só perdeu a confiança da Uefa, como também a de muitos outros membros da família do futebol.”
Em resumo: os dirigentes europeus não querem mais saber de Gianni Infantino à frente da entidade. Resta saber quem vai ganhar essa queda de braço, com final ainda incerto.
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Antes desta crise eclodir, eram enormes as chances de que Infantino fosse reeleito sem oposição para um quarto mandato completo no Congresso da Fifa em Rabat, no Marrocos, em março do ano que vem. Agora, ele pode enfrentar um adversário. O prazo para que outros candidatos anunciem sua intenção de concorrer termina em 18 de novembro. Até lá, muitas articulações deverão acontecer deixando qualquer definição bastante imprevisível.











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