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- A Globo iniciou a venda do projeto comercial da Copa do Mundo Feminina 2027, que será disputada no Brasil de 24 de junho a 25 de julho, e projeta arrecadar mais de R$ 900 milhões com 56 partidas.
- No Sportv, seis cotas de transmissão foram vendidas por cerca de R$ 26 milhões cada, totalizando R$ 156 milhões.
- A emissora planeja cobertura integrada envolvendo Jornal Nacional, Globo Esporte, Globoplay, GE e programas temáticos, incluindo a novela “Dias de Glória”.
- O futebol feminino cresceu 140 % nas transmissões da Globo desde 2021, e a Copa de 2023 alcançou 63 milhões de espectadores.
A Globo começou a vender o projeto comercial da Copa do Mundo Feminina de 2027, que acontece no Brasil entre 24 de junho e 25 de julho, e os números impressionam. A emissora colocou à venda seis cotas de patrocínio para a TV aberta, de aproximadamente R$ 150 milhões cada uma, o que pode render R$ 900 milhões só nessa frente. No Sportv, são mais seis cotas, de cerca de R$ 26 milhões cada, e totalizam outros R$ 156 milhões. Somados, os valores podem ultrapassar R$ 1 bilhão, cifra que coloca o torneio no mesmo patamar das Copas masculinas em termos de investimento publicitário.
A Globo terá 100% dos direitos de transmissão em suas plataformas, algo que não aconteceu na Copa masculina de 2026. A TV aberta vai exibir 56 dos 64 jogos ao vivo; os oito restantes, que ocorrerão simultaneamente com outras partidas, devem aparecer em formato de resumo. Sportv e ge TV transmitirão todos os 64 jogos. A cobertura começa já em dezembro de 2026, com o sorteio dos grupos.
A emissora planeja uma operação integrada que envolve Jornal Nacional, Globo Esporte, jornais locais, programas esportivos, Globoplay, ge, programas especiais e atrações temáticas. A Globo também prepara para 2027 a novela “Dias de Glória”, sobre uma mulher que tenta jogar futebol nos anos 1940, um reforço temático direto para o torneio.
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O futebol feminino cresceu mais de 140% em transmissões nas plataformas Globo desde 2021. Em 2025, mais de 92 milhões de pessoas consumiram a modalidade. A Copa Feminina de 2023, disputada na Austrália e na Nova Zelândia em horários difíceis para o Brasil, alcançou 63 milhões de pessoas.
Agora, com o torneio em casa e a Seleção Brasileira já classificada, a expectativa é de audiência recorde. Segundo pesquisas do GloboAds, 62% dos brasileiros dizem ter interesse por futebol feminino, 60% pretendem acompanhar a Copa e 78% acham que o potencial comercial da modalidade ainda é pouco explorado.
A CazéTV também vai transmitir os jogos, mas a Globo aposta na força do ecossistema integrado para se diferenciar.
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VOCÊ VIU? Copa do Mundo: até quando a Espanha fica com a taça?
Pela segunda vez em 16 anos, a Espanha levantou a taça da Copa do Mundo neste último domingo (19). Mas algo que os torcedores não imaginam é que a taça que será exposta na federação espanhola não é a mesma que os jogadores beijaram e exibiram no MetLife Stadium, em Nova Jersey, Estados Unidos. O objeto pertence à Fifa e só fica com as seleções campeãs durante a premiação e compromissos oficiais que seguem o título.
A seleção espanhola teve a taça em mãos na festa no gramado, no retorno a Madri e nas celebrações organizadas na capital da Espanha. Depois que a agenda de comemorações termina, o troféu volta à custódia da entidade. Em troca, a federação campeã recebe uma réplica banhada a ouro, que fica em seu acervo permanente como lembrança da conquista.
Histórico da Espanha em Copas


A Espanha é bicampeã mundial. A Fúria Roja derrotou a Argentina na final da Copa do Mundo de 2026, no domingo (19), no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos. Ferrán Torres marcou na prorrogação e repetiu o roteiro de 2010, quando Andrés Iniesta também deu o título à seleção espanhola tempo extra.
Com a vitória, a Espanha soma dois títulos mundiais: o de 2010, conquistado na África do Sul, e o de 2026, nos Estados Unidos, México e Canadá. O bicampeonato coloca os espanhóis no grupo seleto de seleções com dois ou mais troféus, ao lado de:
- Argentina;
- França;
- Uruguai;
- Alemanha;
- Itália;
- Brasil.
Roubos da taça
O atual troféu, FIFA World Cup Trophy, não é o primeira a ser erguido em mundiais. Até 1970, a taça era a Jules Rimet, que foi furtada duas vezes.
O primeiro furto, em 1966, durante uma exposição em Londres, pouco antes da Copa daquele ano. O troféu desapareceu e o caso virou escândalo internacional. Quem resolveu o mistério foi um cachorro chamado Pickles, que encontrou a peça embrulhada em jornal e escondida em um jardim no sudeste da capital inglesa. Seu dono, David Corbett, recebeu uma recompensa de cerca de 6 mil libras. Décadas depois, em 2018, soube-se que os ladrões foram os irmãos Sidney e Reg Cugullere, que abandonaram o troféu ao perceberem a repercussão policial.
O segundo furto aconteceu no Brasil, em 1983. Treze anos depois de ganhar a posse definitiva pelo tricampeonato de 1970, a Jules Rimet foi levada da sede da CBF, no Rio de Janeiro. A investigação apontou que o plano partiu de um funcionário da própria entidade, Sérgio Peralta. Os criminosos renderam o vigia e um ourives argentino, Juan Carlos Hernandez, teria recebido a peça. A principal hipótese é que o troféu tenha sido derretido, transformado em barras de ouro e vendido ilegalmente.
A taça nunca foi recuperada. Em 2015, partes da base original reapareceram e foram levadas ao Museu da Fifa, em Zurique, na Suíça.
Os dois modelos da taça


A primeira versão, batizada de Jules Rimet em 1946, foi criada pelo escultor francês Abel Lafleur para a Copa de 1930 e representava Nice, a deusa grega da vitória. A Fifa criou a regra de que o país tricampeão teria a posse definitiva do troféu. O Brasil foi o primeiro e único a conseguir, em 1970.
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