Fifa nega que Infantino tenha buscado apoio de Trump após fracasso de plano para Copa do Mundo


A Fifa rejeitou nesta ‌terça-feira como “pura ficção” uma reportagem segundo a qual seu presidente, Gianni Infantino, teria buscado apoio do governo do presidente dos EUA, Donald Trump, após o fracasso de um plano para vender uma participação nos direitos comerciais da Copa do Mundo.

A negativa ocorreu ⁠depois que o New York Post noticiou, na segunda-feira, que ‌Infantino havia tentado repetidamente, sem sucesso, entrar em contato com Trump por telefone desde que sua proposta foi abandonada na ‌sexta-feira e que ele se sentia ‌isolado em meio a críticas crescentes.

“O presidente da Fifa ⁠não fez nenhuma ligação para o presidente dos EUA, nem para qualquer membro de seu governo, nos últimos dias. É pura ficção”, afirmou a Fifa em comunicado à Reuters.

A proposta da Fifa de liberar até US$4,2 bilhões de investidores privados por meio ‌da venda de uma participação de aproximadamente 20% em uma ‌entidade responsável pela supervisão ⁠de competições, incluindo ⁠a Copa do Mundo, fracassou após forte resistência das partes interessadas.

Com o ⁠plano arquivado, a atenção ‌voltou-se para possíveis repercussões para ‌Infantino, cujas perspectivas de garantir outro mandato como presidente da Fifa, de 2027 a 2031, passaram a ser alvo de um escrutínio cada vez maior.

Trump e Infantino estabeleceram uma ⁠relação próxima, aparecendo juntos em grandes eventos de futebol, incluindo a Copa do Mundo deste ano, organizada por Estados Unidos, México e Canadá.

Infantino entregou a Trump o primeiro Prêmio da Paz da Fifa em ‌dezembro de 2025, tornando-o o primeiro ganhador do prêmio.

A relação atraiu ainda mais atenção porque se esperava que a Thrive Capital — ⁠fundada por Joshua Kushner, irmão do genro de Trump, Jared Kushner — desempenhasse um papel de liderança no empreendimento proposto de direitos comerciais.

O “New York Post” também informou que Infantino havia agendado conversas privadas com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio. No entanto, o secretário adjunto de Estado para Assuntos Públicos Globais dos EUA, Dylan Johnson, afirmou em uma postagem no X na segunda-feira que não havia planos para Rubio se reunir com o presidente da Fifa, de 56 anos.

Infantino recorreu ao Instagram para divulgar mensagens de apoio de federações membros, incluindo Sri Lanka, Kuwait, Catar e Marrocos.



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