
O transporte aéreo já representa cerca de 37% do custo médio de uma viagem corporativa na América Latina, acima da média mundial de 32%, segundo dados apresentados no GBTA Business Travel Index 2026.
Na região, uma viagem a trabalho custa, em média, US$ 892. Desse total, US$ 327 são destinados ao transporte aéreo e US$ 122 à hospedagem. O avião é, portanto, o principal componente do orçamento e possui peso proporcionalmente maior do que no restante do mundo.
Após acompanhar a apresentação do estudo na GBTA Convention 2026, em Chicago, Luiz Moura, cofundador e Diretor de Negócios da VOLL, analisa o que essa concentração representa para empresas brasileiras e latino-americanas.
Análise – Luiz Moura, especialista em turismo corporativo e cofundador da VOLL
“Na América Latina, qualquer oscilação no preço das passagens afeta diretamente o orçamento, já que o transporte aéreo concentra mais de um terço do custo da viagem. Esse peso abre uma janela importante para o uso de soluções de inteligência artificial capazes de acompanhar variações tarifárias, identificar oportunidades de economia e reduzir esse gasto ao menor nível possível. Quando a empresa compra sem esse monitoramento ou mantém reservas fora dos canais corporativos, perde justamente onde existe o maior potencial de impacto financeiro.”
Contexto
Em 2025, os gastos com viagens corporativas na América Latina somaram US$ 56,1 bilhões. Desse total, US$ 20,6 bilhões foram destinados ao transporte aéreo, US$ 7,7 bilhões à hospedagem, US$ 6,1 bilhões ao transporte terrestre e US$ 9,3 bilhões à alimentação.
O que isso significa para o Brasil
Para empresas brasileiras, o peso das passagens exige maior controle sobre antecedência de compra, regras tarifárias, possibilidade de remarcação e variações posteriores à emissão.
Segundo Moura, o alto peso do transporte aéreo no orçamento das viagens corporativas torna a busca por eficiência uma prioridade permanente. Nesse cenário, soluções de inteligência artificial podem monitorar tarifas continuamente, identificar oportunidades de recompra quando o preço cai após a emissão e ampliar as possibilidades de economia até o momento do embarque.
“Em um mercado tão dependente do avião, a gestão do custo não pode terminar quando a passagem é emitida. A inteligência artificial permite acompanhar variações tarifárias de forma contínua e agir sempre que surge uma oportunidade de economia. No primeiro semestre de 2026, empresas que adotaram soluções de IA agêntica da VOLL para gerar savings em viagens corporativas já economizaram mais de R$ 60,5 milhões. É a tecnologia transformando eficiência em resultado financeiro concreto”, afirma.
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