Histórico de Seabra liga alerta para o Coritiba no Brasileirão


O segundo turno do Brasileirão começou há apenas duas rodadas, mas já acendeu um sinal de alerta no Coritiba. O empate sem gols com o Red Bull Bragantino e a derrota por 1×0 para o Cruzeiro fizeram o time somar apenas um dos seis pontos disputados e reabriram um debate que acompanha Fernando Seabra desde os últimos trabalhos: a dificuldade para manter o desempenho da equipe na reta final da competição.

O técnico do Coritiba, Fernando Seabra, observa o treino com expressão séria, usando boné verde e uniforme do clube, em preparação da equipe
Coritiba vive momento de alerta no Brasileirão. Foto: JP Pacheco/Coritiba

O início de returno abaixo do esperado contrasta com a campanha construída na primeira metade do campeonato, quando o clube encerrou a 19ª rodada com 26 pontos, na 10ª colocação e aproveitamento de 45,6%.

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A coincidência não está apenas nos resultados recentes. Nas duas experiências anteriores de Seabra como treinador na Série A, o cenário foi semelhante. Equipes competitivas no primeiro turno perderam rendimento de forma acentuada na volta da competição, levando à interrupção do trabalho antes mesmo do fim do Brasileirão.

Cruzeiro e Bragantino seguiram roteiro parecido

O primeiro caso aconteceu no Cruzeiro, em 2024. A equipe mineira fechou o primeiro turno na quarta colocação, com 33 pontos e 57,9% de aproveitamento, brigando na parte de cima da tabela. A partir da 20ª rodada, porém, o desempenho caiu drasticamente, com apenas duas vitórias em oito jogos e o técnico foi demitido ao fim da 27ª rodada.

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A história voltou a acontecer no Massa Bruta, na temporada seguinte. O clube paulista terminou o primeiro turno com 27 pontos, na décima colocação e com aproveitamento de 47,3%, mas despencou na segunda metade da competição. O time conquistou apenas seis pontos nas primeiras 11 rodadas do returno, desempenho de 27,2% — o segundo pior da Série A no período. A queda custou o cargo de Seabra, demitido na 30ª rodada e sem completar um returno inteiro pela segunda temporada consecutiva.

Coritiba vai repetir cenário no Brasileirão?

Apesar do início abaixo do esperado no segundo turno, Fernando Seabra evita relacionar a queda de resultados a uma perda de desempenho da equipe. Após a derrota para o Cruzeiro, o treinador reconheceu que o momento é delicado, mas afirmou que o Coritiba vem produzindo mais ofensivamente do que no primeiro turno e atribuiu a sequência sem vitórias à falta de eficiência nas finalizações.

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“É um momento que preocupa, sem dúvida que preocupa, porque a gente trabalha para ter resultado. (…) Se você for ver até do ponto de vista de produtividade, de volume, de presença ofensiva, a gente está tendo mais agora no segundo turno do que a gente tinha no primeiro turno. O que a gente tinha, que era muito determinante, é que a gente precisava de duas chances para fazer um gol. E isso a gente não está tendo neste momento”, afirmou, em entrevista coletiva.

Além disso, outro ponto é que o Coxa está acima daquilo que era planejado para a temporada. O Alviverde entrou no Brasileirão com o objetivo inicial de não ser rebaixado, o que vem se consolidando, tanto que esta é a pior posição na tabela da equipe, que precisa de mais 18 pontos em 17 jogos para chegar ao ‘número mágico’ de 45 pontos e permanecer na elite.

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