O pacote de PLACAR para o Mundial de seleções de 2026 está completo. Depois do Guia da Copa e de uma edição especial com as melhores fotografias de nosso acervo, a trilogia foi fechada com o lançamento da edição de agosto, o tradicional especial pós-Copa.
A PLACAR 1538 está disponível em versão digital para assinantes em nosso app (clique aqui e vire membro) e em nosso site. Já a revista impressa está à venda em nossa loja oficial e chega às bancas de todo o país a partir do dia 7.
A edição pós-Copa 2026 segue o tradicional padrão, com reportagens e fotos exclusivas de nosso time que viajou aos Estados Unidos, além da aguardada seção “numeralha” com as estatísticas do Mundial e recordes batidas, pôster da campeã Espanha e muito mais.
O bicampeonato espanhol é esmiuçado, bem como a histórica despedida do gênio argentino Lionel Messi, aos 39 anos, que quebrou uma série de marcas até chegar a sua terceira final.
Os repórteres André Avelar e Klaus Richmond, que passaram 40 dias em solo norte-americano, analisaram o “hexa indesejado”, a sexta eliminação seguida do Brasil para uma seleção europeia, desta vez a Noruega, na pior campanha desde 1990.

A edição do mês destaca também as polêmicas geopolíticas do Mundial, como o Caso Balgun que complicou o presidente da Fifa Gianni Infantino, as zebras e decepções da Copa, o que foi tendência no primeiro Mundial com sede tripla, e muito mais.

Confira a carta ao leitor, leia uma prévia gratuita da edição e garanta a sua:
UMA VIAGEM E TANTO
Foram quarenta dias de intensa cobertura, entre chuvas torrenciais, ondas de calor extremo, e condições de trabalho nem sempre ideais nos estádios. A Copa do Mundo do Canadá, do México, e sobretudo dos Estados Unidos, que receberam 78 dos 104 jogos da competição, não foi um primor de organização, mas entregou o que se espera de todo Mundial: bons jogos, emoção, surpresas e jogadas de efeito dos maiores craques do planeta. Os repórteres André Avelar e Klaus Richmond, e o fotógrafo Alexandre Battibugli, representantes de PLACAR na 15ª Copa com cobertura in loco da revista, testemunharam atuações inspiradas e partidas históricas.
O brilho das estrelas se fez presente. Impressionou ver de perto a ambição do francês Kylian Mbappé, novo recordista de gols mundialistas, e o instinto assassino do norueguês Erling Haaland. Uma pena que o Brasil tenha sido a principal vítima do Cometa, numa tragédia plenamente anunciada. E o que falta dizer sobre Lionel Messi? O camisa 10 argentino esgotou sua capacidade física e técnica para postergar ao máximo sua despedida do torneio, aos 39 anos. Só parou na final em Nova Jersey, onde foi plenamente dominado pela Espanha de Lamine Yamal, o herdeiro do trono, num duelo que mais parecia um roteiro hollywoodiano.
Klaus Richmond, André Avelar e Alexandre Battibugli no MetLife Stadium (PLACAR)
Cobrir uma Copa do Mundo é tão prazeroso quanto desafiador, ainda mais na maior edição de todas, com 48 seleções, três sedes e trajetos tão longos – as sedes mais distantes eram Vancouver, no Canadá, e Miami, nos EUA, a cerca de 4.500 quilômetros uma da outra em linha reta. Nosso time precisou se virar, suar a camisa literalmente e encarar longas horas de estradas e filas para anotar cada detalhe deste especial que você tem em mãos. PLACAR conseguiu dar um pulo nos três países e lamenta profundamente que apenas 13 jogos tenham sido realizados sob o clima inigualável do México. Imaginem como teria sido a semifinal entre Argentina x Inglaterra no mesmo mítico Estádio Azteca da Mano de Dios de Maradona?
O lado bom do jogo mais tenso da Copa ter sido em Atlanta, no estado da Georgia, é que pudemos visitar uma exposição que PLACAR ajudou a organizar, ao lado de um convidado mais que especial. No dia seguinte à virada argentina sobre os britânicos, André Avelar convidou o ex-atacante Walter Casagrande Jr. para um passeio pelo Centro Nacional dos Direitos Civis e Humanos, o museu mais visitado da cidade natal do ativista americano Martin Luther King, onde uma exposição faz referência à Democracia Corintiana, com direito a exemplares de revistas da época no mural. “Fiquei bastante emocionado com essa visita por ser apaixonado pela história do Dr. Martin Luther King. Estar aqui, vendo o que fizemos nos anos 80 evidencia a história não de um time de futebol, não tem gol aqui. Aqui tem um movimento social e político de inclusão”, afirmou Casão. “Estou aqui representando todos os jogadores que participaram da Democracia Corinthiana. Sinto que a energia e a ligação com eles nunca se acabam.”
Casagrande no Museu de Atlanta (André Avelar/PLACAR)
A visita promovida por PLACAR emocionou a diretora do museu, a americana Jill Savitt. “Ficamos muito honrados com a presença de alguém que está nestas paredes. Poder ver a si próprio e ter a real consciência que suas ações como atleta impactaram o mundo é muito gratificante. É uma grande história de como os jogadores pressionaram pela democracia diante da ditadura militar e ajudaram a espalhar essa ideia.” Esporte e política se misturam, é evidente, para o bem e para o mal, e é um pecado que a Copa de 2026 tenha ficado marcada também por diversas polêmicas extracampo e pela absurda intromissão da Casa Branca na anulação da suspensão do atacante americano Folarin Balogun. Menos mal que a bola é soberana, la pelota no se mancha, como dizia Maradona. Nas páginas a seguir, você encontra todos os destaques do Mundial vencido, com todos os méritos, pela Espanha, a nova rainha do futebol.
Capa da edição 1538 de PLACAR, o especial da Copa do Mundo de 2026












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