De pai para filho: Veja os atletas que herdaram as carreiras esportivas de seus pais


O segundo domingo do mês de agosto é marcado por celebrar a importância do papel paterno na vida familiar. Mais do que apenas o ditado “filho de peixe, peixinho é”, alguns pais possuem ainda mais motivos para comemorar a data: O sucesso dos filhos que decidiram trilhar os mesmos caminhos e herdaram carreiras esportivas de seus pais.

Neste Dia dos Pais, veja alguns exemplos de atletas que foram motivados pelas raízes familiares para seguir suas próprias trajetórias.

Pai e filho campeões olímpicos

Bernardinho, foi medalhista de prata nos Jogos Olímpicos de Los Angeles 1984, quando ainda atuava dentro das quadras como levantador. Como treinador, tornou-se uma das mentes mais vitoriosas da história do esporte mundial: conquistou duas medalhas de bronze com a Seleção Brasileira Feminina, em Atlanta 1996 e Sydney 2000, e quatro medalhas olímpicas consecutivas com a Seleção Masculina — dois ouros, em Atenas 2004 e Rio 2016, e duas pratas, em Pequim 2008 e Londres 2012.

Seu filho, Bruninho, seguiu, além do mesmo esporte, a mesma posição em quadra. Levantador e capitão da Seleção Brasileira por mais de uma década, sob o comando do pai conquistou a medalha de ouro na Rio 2016, além das pratas em Pequim 2008 e Londres 2012. Foi campeão mundial em 2010 e acumula títulos por grandes clubes do mundo. O início da parceria na Seleção Masculina foi marcado por forte pressão e acusações externas de favoritismo. Em 2025, Bruno declarou ao Estadão que o peso negativo de ser “o filho de Bernardinho” já ficou para trás.

A família Gracie

Co-fundador do Jiu-Jitsu Brasileiro (BJJ) ao lado de seu irmão Carlos Gracie, Hélio adaptou as técnicas do judô tradicional para focar no uso eficiente de alavancas e no combate no chão, permitindo que praticantes de menor porte físico pudessem se defender e vencer oponentes maiores.

Seus filhos seguiram o caminho das artes marciais, impulsionados pelop pai. Rickson Gracie, mão de ferro da família, manteve um cartel histórico invicto no Jiu-Jitsu e nos eventos de Vale-Tudo nas décadas de 1980 e 1990. Royce Gracie é o primeiro campeão do UFC, venceu os torneios do UFC 1, UFC 2 e UFC 4 em um formato sem divisão de peso, provando a eficiência do BJJ perante o público internacional.

Rorion Gracie é faixa-vermelha e empresário, mudou-se para os EUA na década de 1970. Em 1993, co-criou o Ultimate Fighting Championship (UFC) com o objetivo de demonstrar a supremacia do Jiu-Jitsu em combates intermodalidades. Royler Gracie é referência nas competições de quimono e sem quimono, sagrou-se tetracampeão mundial de Jiu-Jitsu e tricampeão do ADCC (Abu Dhabi Combat Club).

Nos gramados do Brasil e do mundo

Djalma Dias foi um dos zagueiros mais técnicos e elegantes do futebol brasileiro nos anos 1960. Brilhou no América-RJ, Palmeiras, Atlético-MG, Santos – onde jogou ao lado de Pelé – e Botafogo. Foi titular absoluto da Seleção Brasileira nas Eliminatórias da Copa de 1970 sob o comando de João Saldanha, mas acabou cortado da lista final por Zagallo.

Seu filho, Djalminha, um meia-atacante de genialidade técnica, revelado no Flamengo, foi o maestro do lendário time do Palmeiras de 1996 – que marcou mais de 100 gols no Paulistão – e tornou-se ídolo histórico do Deportivo La Coruña, liderando o clube espanhol ao título inédito da La Liga na temporada 1999/2000. Pela Seleção Brasileira, venceu a Copa América de 1997.

Reinaldo Felisbino, ou Lela, foi um ponta-direita e um dos grandes destaques do Coritiba na conquista do Campeonato Brasileiro de 1985. Ficou famoso nacionalmente por sua comemoração carismática, fazendo careta e colocando a língua para fora a cada gol anotado.

Alecsandro, o mais velho, foi um centroavante com marcas no futebol nacional. Foi bicampeão da Copa Libertadores da América — primeiro pelo Internacional em 2010 e depois pelo Atlético-MG em 2013, jogando ao lado do irmão Richarlyson. Conquistou também o Campeonato Brasileiro pelo Cruzeiro (2003) e pelo Palmeiras (2016), além de passagens marcantes por Vasco e Flamengo.

Seu irmão, Richarlyson, era meio-campista e lateral polivalente. Foi tricampeão brasileiro consecutivo (2006, 2007 e 2008) e campeão do Mundial de Clubes da FIFA (2005) pelo São Paulo. Posteriormente, sagrou-se campeão da Copa Libertadores da América pelo Atlético-MG em 2013, com o irmão, e atuou pela Seleção Brasileira principal.

Domingos da Guia, “o divino mestre”, é considerado um dos maiores zagueiros da história do futebol mundial. Destacou-se no Bangu, Vasco, Nacional do Uruguai, Boca Juniors, Flamengo e Corinthians. Foi pilar defensivo da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1938 na França, sendo eleito para a seleção do torneio. Ficou famoso pela “sargentada”, estilo caracterizado pela extrema calma para sair jogando driblando os adversários dentro da própria área de rigor.

Seu filho, Ademir da Guia é o maior jogador da história do Palmeiras. Meio-campista de elegância, liderou a clássica “Segunda Academia” do clube paulista. Conquistou cinco títulos do Brasileiro e cinco Paulistas, além de disputar a Copa do Mundo de 1974 pela Seleção Brasileira.



Ademir da Guia, ex-jogador do Palmeiras, seguiu os passos do pai no futebol.

Ademir da Guia, ex-jogador do Palmeiras, seguiu os passos do pai no futebol.

Foto: Nilton Fukuda/Estadão / Estadão

Mazinho, Thiago e Rafinha Alcântara (Futebol)

Iomar do Nascimento, mais conhecido como Mazinho, foi um meio-campista versátil, titular e peça fundamental na conquista do tetracampeonato mundial da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1994. Teve passagens marcantes pelo Palmeiras, Vasco da Gama, Fiorentina, Valencia e Celta de Vigo.



Os filhos de Mazinho, campeão mundial em 1994, atuaram juntos pelo Barcelona.

Os filhos de Mazinho, campeão mundial em 1994, atuaram juntos pelo Barcelona.

Foto: Estadão / Estadão

Seu filho mais velho, Thiago Alcântara é nascido na Itália e criado entre o Brasil e a Espanha. Formou-se na La Masia, base do Barcelona, e optou por defender a seleção principal da Espanha. Acumulou títulos de elite mundial, incluindo a UEFA Champions League pelo Barcelona em 2011 e pelo Bayern de Munique em 2020, onde foi protagonista.

O mais novo, Rafinha Alcântara, assim como o pai e o irmão, tornou-se meia. Também formado no Barcelona, ao contrário do irmão, optou por defender a Seleção Brasileira, conquistando a medalha de ouro inédita nos Jogos Olímpicos do Rio 2016. Fez parte do elenco do Barcelona campeão da Champions League em 2015, acumulando passagens por Inter de Milão e Paris Saint-Germain.



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