Região exportou US$ 27,1 bilhões em 2024, enquanto aquicultura avançou e Brasil alcançou produção de 900 mil toneladas

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A América Latina e o Caribe registraram superávit comercial de aproximadamente US$ 21 bilhões em produtos de animais aquáticos em 2024. O resultado consta no relatório O Estado Mundial da Pesca e da Aquicultura 2026 (SOFIA), divulgado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) em 16 de junho, durante a Conferência Our Ocean, em Mombaça, no Quênia.
A região exportou US$ 27,1 bilhões e importou US$ 6,3 bilhões no período, respondendo por 15% das exportações globais de produtos de animais aquáticos. Anchoveta do Peru e Chile, camarão cultivado no Equador e salmão chileno estiveram entre os principais produtos responsáveis pelo desempenho.
Aquicultura mantém ritmo de expansão
A produção mundial de animais aquáticos alcançou recorde de 195 milhões de toneladas em 2024. Na América Latina e no Caribe, foram produzidas 17,8 milhões de toneladas, equivalentes a 9% do total global.

A aquicultura regional respondeu por 4,4 milhões de toneladas de animais aquáticos e apresentou crescimento médio anual de 7,2% desde 2000, acima dos 4,9% registrados mundialmente. Chile liderou a produção regional, com 1,4 milhão de toneladas, seguido pelo Equador, com 1,2 milhão, e pelo Brasil, com 900 mil toneladas. Juntos, os três países concentraram 79% da produção aquícola da região.
Pesca ainda concentra produção
Apesar do avanço da aquicultura, a pesca de captura respondeu por cerca de três quartos da produção regional de animais aquáticos. O Peru liderou a atividade, com 5,7 milhões de toneladas, impulsionado pela recuperação da anchoveta após os efeitos do El Niño em 2023.
Para os próximos anos, a FAO projeta continuidade da expansão: a produção mundial de animais aquáticos deve crescer 8% até 2034, com avanço de 26% na aquicultura.











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