‘Antes, vencer era uma alegria. Hoje, é um alívio’: Simeone desabafa no Atlético de Madrid


Diego Simeone, técnico do Atlético de Madrid, está prestes a completar 15 anos à frente do clube colchonero. O longo período no comando do clube espanhol fez a relação entre o treinador e o clube mudar. No início de sua passagem pelos Colchoneros, o treinador se sentia mais livre e relaxado, mas, com o passar do tempo, passou a sentir um peso maior sobre seus ombros.

Em entrevista ao “L’Équipe”, Simeone explicou que a cobrança aumentou justamente porque o Atlético deixou de ser apenas um clube que buscava competir com Real Madrid e Barcelona e passou a ser considerado uma das principais forças do futebol espanhol.

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— Eu diria para ele aproveitar a jornada, não sofrer. Todo o peso que sinto agora, depois de quinze anos neste clube, eu não sentia durante as três ou quatro primeiras temporadas. Eu era livre, relaxado, feliz com cada partida que vencíamos. Antes, vencer era uma alegria; hoje, vencer é um alívio — disse o treinador.

Diego Simeone pelo Atlético de Madrid. Foto: IMAGO / AgenciaLOF

Simeone analisa trajetória no Atlético de Madrid

A declaração resume a transformação vivida por Simeone no Atleti. O treinador chegou ao clube em 2011 e, desde então, conquistou títulos e consolidou a equipe entre as principais da Espanha e da Europa. Com isso, a régua também subiu. Para o argentino, uma temporada competitiva já não pode ser considerada suficiente quando o objetivo passou a ser disputar troféus até o fim.

Questionado sobre o motivo de sofrer mais atualmente do que no início de sua trajetória, Simeone apontou justamente para o patamar alcançado pelo Atlético e para as expectativas criadas a partir dele.

— Agora estou sofrendo porque levamos o clube a um patamar de maior exposição, com expectativas tão altas que nossa responsabilidade é enorme. Fazer uma boa temporada já não basta. No ano passado, chegamos às semifinais da Liga dos Campeões, perdemos a final da Copa do Rei nos pênaltis e fomos eliminados da disputa pelo título da La Liga muito cedo. Para superar isso, seria preciso chegar à final da Liga dos Campeões, vencer a Copa do Rei e terminar entre os dois primeiros colocados em um campeonato que inclui Real Madrid e Barça. Posso garantir que não é fácil atender a essas expectativas. Por isso digo que meu pior inimigo sou eu mesmo — analisou o treinador.

A temporada 2025/26, portanto, é usada pelo próprio Simeone para explicar o tamanho da pressão que passou a existir no Atlético. Para um clube que há pouco mais de uma década buscava se aproximar dos gigantes espanhóis, os resultados poderiam representar uma campanha de alto nível. Para o Atleti de Simeone, porém, a avaliação passou a ser diferente.



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