Claude começou a marcar conteúdos gerados por inteligência artificial


– Publicidade –

A Anthropic introduziu marcas invisíveis nos textos e nos metadados de nos ficheiros e conteúdos criados pelo Claude.

A Anthropic anunciou que começou a marcar os conteúdos gerados pelo Claude, parte dos compromissos assumidos pela empresa ao abrigo do Artigo 50 da Lei da IA, da União Europeia.

Os novos modelos Claude lançados na União Europeia no passado dia 2 de agosto já começaram a incluir esta marcação, mas a Anthropic também a trabalhar na implementação do sistema em modelos lançados anteriormente, que estão ainda estão ativos durante um breve período de transição.

As marcas invisíveis acompanham os textos

Nos textos gerados via Claude, a Anthropic começou a incorporar uma marca de água invisível para o utilizador que, de acordo com a empresa, não deverá alterar o significado ou a legibilidade do conteúdo. A Anthropic explica que como a marca de água é aplicada ao nível do modelo, esta poderá acompanhar o texto quando este é copiado para outro local, como um editor de texto e até sobreviver a alterações e edições.

Nos ficheiros de imagem, nos formatos SVG, PNG e JPG, a marca de água não será visual como costuma ser tradicional. Em vez disso, a plataforma irá atacar os metadados de proveniência assinados de acordo com o padrão aberto C2PA. Estes dados permitem indicar que um ficheiro foi processado pelo Claude e verificar se a informação também posteriormente alterada.

Estas marcações serão aplicadas a todos os modelos suportados, independentemente do local onde Claude é utilizado, com a Anthropic a pretender aplica-la no Claude, API, Claude Code, Claude Cowork e Claude Tag, bem como através de serviços como AWS, Google Cloud e Microsoft Foundry, embora nem todas as formas de marcação estejam disponíveis em todas as plataformas.

Nem sempre será possível detetar a marca

A Anthropic pretende também lançar mecanismos para que utilizadores e terceiros possam verificar estas marcas, mas alerta que a sua deteção não é nem conclusiva sobre o uso ou não de IA, nem constitui uma prova de autoria.

Por exemplo, um texto escrito originalmente por uma pessoa e posteriormente revisto, traduzido ou resumido pelo Claude poderá receber uma marca. Por outro lado, edições mais extensas, reformulações ou traduções podem eliminar ou enfraquecer essa marcação. Já nos ficheiros, processos como conversões de formato, novas gravações ou capturas de ecrã podem remover os metadados.

A ausência de uma marca também não significa que o conteúdo não tenha sido gerado ou processado por IA, sobretudo no caso de modelos anteriores à implementação, textos demasiado curtos ou conteúdos que tenham sido significativamente alterados.

O novo mecanismo divide a comunidade

Apesar dos esforços da Anthropic em querer tornar o seu trabalho mais transparente, a comunidade tem visto estas medidas como confusas e questionáveis, alegando que estas marcas de água continuam invisíveis à maioria dos consumidores e leitores de conteúdo, que podem também acabar por afetar algum trabalho legitimo, com excesso de código e de texto desnecessário, e até que a “impressão digital” da Anthropic poderá ser usada como mecanismo de marketing para expandir a sua presença.



Source link

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *